AGRONEGÓCIO

CNA debate desafios e futuro dos produtores de cana

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O diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, participou do Cana Summit 2024, na quinta (11), em Brasília (DF), como mediador em um painel de debate com especialistas sobre os caminhos para o produtor do futuro.

A CNA foi uma das apoiadoras do evento, realizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). O evento reuniu produtores de cana, associações, cooperativas, profissionais e lideranças do setor para tratar sobre o futuro da produção de cana-de-açúcar no país.

Na abertura do painel, Lucchi falou da importância do setor sucroenergético e destacou o debate qualificado promovido pelo Cana Summit deste ano. “O setor produtivo precisa estar unido para avançar em questões muito relevantes para o agronegócio brasileiro”, disse.

Estiveram presentes no painel o professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Fava Neves, o diretor do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Marcos Landell, e o presidente da Associação Brasileira de Agronegócio (Abag), Caio Carvalho.

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Neves fez uma apresentação do panorama atual do setor e traçou um cenário futuro. Segundo ele, é grande a preocupação com os impactos climáticos, mas ressaltou as novas tecnologias aplicadas ao etanol e pontuou a possibilidade de aumento de consumo do açúcar no consumo nos países emergentes.

Do ponto de vista do produtor, Neves explicou sobre a necessidade de uma gestão financeira efetiva, da excelência operacional e ambiental, da obsessão nos controles, desenvolvimento de lideranças e ampliação do associativismo e cooperativismo.

O presidente da Abag falou das tendências de crescimento do setor canavieiro em relação a sua produtividade. Para ele, será preciso enfrentar as questões climáticas, principalmente, com investimentos em irrigação e que o desafio da produtividade passa pela sucessão familiar e a busca de alternativas de crédito, até menos com a entrada de capital externo. “Temos que estar integrados para sermos, cada vez mais, produtivos e competitivos”, disse.

Landell explicou a necessidade de se ampliar os estudos e pesquisas voltado para o setor e também do trabalho que deve ser feito para a sucessão familiar. Ele deu exemplos de aumento de produtividade, e consequentemente da competitividade, com aplicação de pesquisas e desenvolvimento.

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Evento – A CNA participa do Cana Summit 2024 desde quarta (10) defendendo os interesses dos produtores do setor sucroenergético do país em pautas como o mercado sustentável e oportunidades de rentabilidade para o produtor.

O vice-presidente da CNA, José Mário Schreiner, participou da abertura do evento e de um painel político com parlamentares sobre tramitações de projetos de interesse do setor no Congresso Nacional. Acesse aqui a matéria.

Durante o evento, o setor produtivo destacou, entre outros assuntos, o papel da cana-de-açúcar na descarbonização da cadeia agropecuária e o repasse dos Créditos de Descarbonização (CBios) aos produtores independentes de biomassa.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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