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Clima seco e calor preocupam produtores de cacau na Costa do Marfim

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Os produtores de cacau na Costa do Marfim demonstraram preocupação nesta segunda-feira (..) com a falta de chuvas e o aumento das temperaturas, situação que pode afetar o desenvolvimento da safra principal, colhida entre outubro e março. A Costa do Marfim, maior produtora mundial de cacau, atravessa atualmente sua estação seca, que vai de novembro a março, período em que as chuvas são naturalmente escassas.

Agricultores de quase todas as regiões relataram preocupações, com exceção da região ocidental de Soubre, onde as chuvas ficaram acima da média, e da região sul de Agboville, que registrou uma leve queda nos níveis de precipitação. Segundo os produtores, o clima adverso pode comprometer o desenvolvimento dos frutos menores, cuja colheita é prevista para fevereiro e março.

Nas regiões centrais, produtores alertaram que a qualidade dos grãos pode ser prejudicada a partir de fevereiro. Eles também relataram variações na intensidade do vento seco Harmattan, característico da estação e proveniente do Saara, que sopra entre dezembro e março. O vento, embora até o momento não tenha causado danos significativos às plantações, é conhecido por ressecar o solo e comprometer o crescimento dos frutos, tornando-os menores.

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“As chuvas são escassas e o calor está intenso. Estamos preocupados com o que pode acontecer nos próximos meses”, afirmou Arthur Brou, agricultor da região centro-oeste de Daloa, que registrou apenas 0,2 milímetro de chuva na semana passada, 4 milímetros abaixo da média dos últimos cinco anos.

Situação semelhante foi observada na região central de Bongouanou, onde houve pouca precipitação, e em Yamoussoukro, também na região central, que não registrou chuvas na semana passada.

Por outro lado, produtores das regiões de Soubre e Agboville afirmaram que a colheita deve ser abundante em janeiro. Já no sul, em Divo, e no leste, em Abengourou, os agricultores declararam que, a partir do final de dezembro, irão concentrar seus esforços na safra intermediária.

Na semana passada, as temperaturas médias na Costa do Marfim, situada na África Ocidental, variaram entre 27,9 e 28,9 graus Celsius, o que reforça as preocupações dos produtores com o impacto do calor excessivo nas plantações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita de café avança para 15,8% na área da Cooxupé, mas chuvas desaceleram trabalhos no campo

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A colheita da safra de café 2026 dos cooperados da Cooxupé atingiu 15,8% da área cultivada até o dia 14 de junho, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pela cooperativa. O índice reflete o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras atendidas pela instituição, embora as chuvas registradas nas últimas semanas tenham provocado atrasos em algumas localidades.

Considerada a maior cooperativa de cafeicultores do mundo, a Cooxupé reúne mais de 22 mil produtores distribuídos por mais de 370 municípios das regiões Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana Paulista, formando uma das principais áreas produtoras de café arábica do Brasil.

Sul de Minas lidera volume colhido

A principal região produtora dentro da área de atuação da cooperativa, o Sul de Minas, alcançou 19,1% da colheita concluída até a primeira quinzena de junho. O desempenho reflete o início mais intenso dos trabalhos nas lavouras, impulsionado pelas condições climáticas favoráveis registradas durante parte do período de maturação dos frutos.

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Nas Matas de Minas, o avanço chegou a 20%, enquanto a região da Média Mogiana, em São Paulo, apresentou o maior percentual entre as áreas monitoradas, com 21,5% da safra já colhida.

Já o Cerrado Mineiro registra ritmo mais lento, com 8,8% da área colhida até o momento, refletindo características próprias do calendário de maturação das lavouras e da logística de colheita na região.

Chuvas recentes provocam atraso nos trabalhos

Embora a Cooxupé não tenha divulgado comparação com o mesmo período do ano anterior, relatos de campo apontam que as chuvas registradas recentemente contribuíram para desacelerar o ritmo da colheita em algumas áreas produtoras.

A precipitação durante o período de colheita costuma exigir maior cautela dos cafeicultores, tanto para preservar a qualidade dos grãos quanto para evitar perdas operacionais e dificuldades no processo de secagem.

Mercado acompanha evolução da safra brasileira

O avanço da colheita é acompanhado de perto pelo mercado nacional e internacional de café, uma vez que o Brasil permanece como maior produtor e exportador mundial da commodity.

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A evolução dos trabalhos nas regiões atendidas pela Cooxupé é considerada um importante termômetro da safra brasileira, influenciando expectativas sobre oferta, qualidade dos grãos e comportamento dos preços nos próximos meses.

Com o pico da colheita se aproximando, produtores seguem monitorando as condições climáticas e o desenvolvimento das operações, fatores que serão determinantes para o resultado final da safra e para o desempenho das exportações brasileiras de café em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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