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Clima no Brasil Impacta Contratos Futuros de Açúcar no Mercado Internacional

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Os contratos futuros de açúcar registraram movimentos mistos nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (3). Analistas consultados pela Reuters apontaram que o mercado está sendo sustentado pela persistência do clima seco no Brasil, principal produtor global da commodity, além de sinais de forte demanda.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto com vencimento em outubro de 2024 fechou a 20,53 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 8 pontos, ou 0,4%, em comparação ao preço do dia anterior. Já o contrato para março de 2025 terminou praticamente estável, com uma leve queda de 1 ponto, cotado a 20,84 centavos de dólar por libra-peso. As demais posições oscilaram entre uma queda de 1 ponto e uma alta de 10 pontos.

Segundo uma nota do Citi, divulgada pela Reuters, “esperamos um cenário mais desafiador nos últimos meses da safra 2024/25 devido a mais irregularidades no clima no Centro-Sul do Brasil”.

Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, a quarta-feira também apresentou resultados mistos. O contrato para agosto de 2024 caiu 8,80 dólares, ou 1,5%, encerrando o dia a 575,50 dólares por tonelada. O contrato para outubro de 2024 teve uma queda de 3 dólares, fechando a 573,30 dólares por tonelada. Os demais contratos apresentaram variações positivas entre 20 centavos de dólar e 3 dólares.

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Mercado Doméstico

No mercado interno brasileiro, o preço do açúcar cristal subiu na quarta-feira, conforme o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 133,94, uma valorização de 1,06% em comparação aos R$ 132,54 registrados na terça-feira.

Etanol Hidratado

O etanol hidratado também manteve a tendência de alta pelo quinto dia consecutivo, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. Na quarta-feira, o biocombustível foi negociado a R$ 2.645,50 por metro cúbico, um aumento de 0,97% em relação aos R$ 2.620,00 por metro cúbico do dia anterior.

Estas movimentações refletem a influência significativa do clima no Brasil sobre o mercado de açúcar e etanol, destacando a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas e das dinâmicas de oferta e demanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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