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Clima favorece safras e previsões mantêm otimismo para soja, milho e algodão, aponta relatório do Itaú BBA

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Clima beneficia a 2ª safra no Brasil e o plantio nos EUA

Chuvas acima do esperado em abril favoreceram o desenvolvimento das lavouras da segunda safra no Brasil, com boa umidade do solo em diversas regiões produtoras. Nos Estados Unidos, o clima também contribuiu para o rápido avanço do plantio de milho e soja. As projeções para junho a agosto indicam volumes satisfatórios de chuva e temperaturas amenas, sustentando o otimismo para as culturas de inverno no Brasil e o desenvolvimento das lavouras americanas.

Soja: projeção de produção brasileira de 175 milhões de toneladas em 2025/26

A soja registrou valorização em Chicago em abril e na primeira quinzena de maio, influenciada pela alta do óleo de soja e pela redução temporária das tarifas comerciais entre EUA e China. No Brasil, os preços também subiram em abril, com recuo parcial em maio devido à queda dos prêmios e à valorização do real.

Segundo o USDA, a estimativa para a safra brasileira de 2025/26 é de 175 milhões de toneladas. A comercialização da safra 2024/25 avançou, mas ainda segue abaixo da média dos últimos cinco anos.

Farelo e óleo de soja: oferta elevada pressiona preços

O farelo de soja acumula queda de preço por quatro meses consecutivos na CBOT, refletindo o aumento do esmagamento no Brasil, Argentina e EUA. No mercado interno, a demanda lenta e o recuo dos prêmios também pressionam os preços.

Por outro lado, o óleo de soja segue valorizado em Chicago, impulsionado pela expectativa de aumento na demanda por biocombustíveis nos EUA. A gripe aviária no Brasil pode reduzir a demanda interna por farelo caso haja prolongamento dos embargos à carne de frango.

Milho: condições climáticas sustentam boas expectativas para a safrinha

Os preços do milho caíram em maio, tanto em Chicago quanto no Brasil, devido à expectativa de uma boa colheita na segunda safra brasileira. Nos EUA, o plantio avança rapidamente, com perspectiva de produção superior a 400 milhões de toneladas na safra 2025/26.

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No Brasil, cerca de 90% das lavouras de segunda safra estão em fase reprodutiva, com mais de 80% em boas ou excelentes condições. O principal risco no curto prazo é a ocorrência de geadas.

Trigo: preços recuam no mercado internacional e afetam o Brasil

As cotações internacionais do trigo recuaram em abril e maio, pressionadas por estimativas de safra recorde e melhores condições climáticas nos principais países produtores. A oferta restrita no Brasil, devido à entressafra, sustentou os preços internos temporariamente.

Para a safra 2025/26, espera-se redução de 9,3% na área plantada, principalmente no Paraná. A queda internacional dos preços e o aumento da competitividade do trigo argentino devem seguir pressionando o mercado doméstico.

Arroz: oferta elevada e exportações fracas limitam recuperação dos preços

A colheita da safra 2024/25 está quase finalizada, com produtividade elevada. No entanto, a dificuldade de escoamento, devido às exportações fracas e à concorrência do Mercosul, tem impedido a valorização do arroz no Brasil.

O USDA projeta uma produção global recorde para 2025/26, o que deve manter a pressão sobre os preços internacionais e ampliar os desafios para o setor brasileiro.

Algodão: preço interno alcança maior média mensal em dois anos

Apesar da pressão internacional, os preços do algodão no Brasil subiram em maio, sustentados pela valorização dos prêmios e pelo câmbio. O USDA projeta leve queda na produção global em 2025/26, mas estoques seguirão elevados.

No Brasil, a produção está estimada em 3,9 milhões de toneladas. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, embora o excesso de umidade traga preocupações com a qualidade da pluma.

Boi: oferta elevada e recuo nos preços da carne limitam valorização

O mercado do boi gordo registrou queda em maio, com pressão da safra e da retração nos preços da carne bovina. As exportações seguem em bom ritmo, com crescimento nas vendas para China e EUA.

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O bezerro teve leve valorização, dificultando a reposição para os terminadores. A perspectiva de oferta elevada e maior presença de carne de frango no mercado interno mantém a pressão sobre os preços do boi.

Frango: custos menores melhoram margens, mas embargos devem afetar exportações

O setor avícola teve melhora nas margens em maio, com redução nos custos de produção devido à queda no preço do milho. Apesar da firmeza nos preços da carne, o caso de gripe aviária em granja no RS levou mais de 20 países a impor embargos à carne brasileira.

A expectativa é de queda nas exportações em junho, o que pode elevar a oferta interna e pressionar os preços. A regionalização dos bloqueios será fundamental para mitigar os impactos.

Suínos: mercado equilibrado e margens em alta

O mercado de suínos segue equilibrado, com preços firmes e queda nos custos de produção. As exportações continuam fortes, com destaque para as vendas às Filipinas e à China.

A suinocultura pode sofrer impactos indiretos dos embargos à carne de frango, que podem aumentar a oferta doméstica de proteína animal. Ainda assim, o setor está bem posicionado para manter margens positivas.

Café: colheita e clima favorável pressionam preços

O avanço da colheita e as boas condições climáticas pesaram sobre os preços do café arábica e robusta em maio. As exportações seguem em bom ritmo, e estimativas revisadas indicam safra levemente maior em 2025/26.

Para o robusta, com boa oferta, os preços devem seguir pressionados. Já o arábica tende a se sustentar por conta da oferta mais restrita e da preocupação com possíveis geadas nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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