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Clima favorável na Ásia pressiona mercado e açúcar acumula queda de 6% em junho

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O mercado internacional de açúcar registrou perdas expressivas em junho, ampliando o movimento negativo iniciado em maio. Os contratos futuros do açúcar bruto com entrega em outubro, negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), encerraram o mês cotados a 16,20 centavos de dólar por libra-peso, contra 17,23 centavos no fechamento de 30 de maio. A desvalorização de 6% levou o produto aos menores níveis em mais de quatro anos.

Clima na Ásia impulsiona projeções de safra e pressiona preços

O principal fator de pressão no mês foi o cenário climático positivo nas principais regiões produtoras da Ásia, especialmente na Índia, onde as chuvas de monção chegaram mais cedo em 2024. Essa condição favorece o desenvolvimento dos canaviais e melhora a perspectiva para a safra 2025/26, o que aumentou a expectativa de oferta global.

No Brasil, usinas seguem priorizando açúcar, apesar da queda de preços

No Centro-Sul do Brasil, a produção de açúcar continuou sendo a opção mais rentável para as usinas, mesmo diante da desvalorização recente do produto. Segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), 51,5% da cana-de-açúcar processada na primeira quinzena de junho foi destinada à fabricação de açúcar, ante 49,7% no mesmo período de 2023.

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Esse comportamento reforça a preferência das usinas pelo adoçante frente ao etanol, que até então apresentava menor rentabilidade.

Aumento da mistura de etanol na gasolina pode mudar o cenário

Apesar das pressões de baixa, o mês de junho também trouxe uma notícia positiva para o setor sucroenergético brasileiro. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%, medida conhecida como E30.

A expectativa é que essa nova proporção gere uma demanda adicional de 1,65 bilhão de litros de etanol anidro nos próximos 12 meses, o que pode reduzir a oferta de etanol hidratado e anidro, elevando os preços dos biocombustíveis.

De acordo com o analista Maurício Muruci, com o etanol mais competitivo, a tendência é que as usinas passem a direcionar mais cana para a produção do combustível, diminuindo a produção de açúcar. Esse movimento pode reduzir a oferta do adoçante e impulsionar uma eventual recuperação nas cotações futuras.

A expectativa para os próximos meses dependerá do equilíbrio entre os fatores climáticos nas regiões produtoras, a estratégia das usinas brasileiras frente à nova política de biocombustíveis e a resposta da demanda global diante das oscilações de preços.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil

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A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.

Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.

Genética desenvolvida para condições tropicais

De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.

O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.

Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.

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Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.

Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne

O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.

A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.

Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional

O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.

Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.

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Sustentabilidade e eficiência caminham juntas

A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.

Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.

Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.

Leilão disponibilizará reprodutores selecionados

Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.

O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.

Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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