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Clima e demanda impactam preços das frutas em Minas Gerais

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Levantamento analisa comercialização de frutas em Contagem

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em parceria com Emater-MG, Epamig e IMA, divulgou uma nova análise quinzenal sobre os preços das frutas comercializadas na unidade da Ceasa-MG, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O estudo considera o período de 16 a 27 de junho de 2025 e analisa as cotações médias das dez frutas mais vendidas em volume: abacaxi, banana, coco verde, laranja, limão, maçã, manga, mamão, melancia e uva.

Metodologia de comparação quinzenal

A Seapa utilizou como base a comparação entre duas semanas consecutivas: de 16 a 20 de junho e de 23 a 27 de junho. O objetivo é entender as variações de preços causadas por fatores sazonais, climáticos e mercadológicos.

Mamão registra alta; abacaxi e banana mantêm estabilidade

Segundo a análise, apenas o mamão apresentou aumento nos preços, impulsionado pela oferta mais controlada e pela valorização de frutos maiores e de melhor qualidade. A redução das chuvas em algumas regiões também favoreceu a qualidade do mamão, com menor incidência de doenças fúngicas.

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Já o abacaxi e a banana mantiveram os preços estáveis. No caso da banana, no entanto, a demanda foi afetada pela proximidade das férias escolares e pelo fim do mês, o que geralmente reduz o consumo. Mesmo com menor oferta, o preço permaneceu sustentado pela preferência por frutos de boa aparência.

Queda nos preços de sete frutas

As demais frutas analisadas — coco verde, laranja pera, limão tahiti, maçã, manga tommy, melancia e uva Itália — apresentaram queda nas cotações durante o período.

No caso da manga tommy, a leve redução de preços foi associada à diminuição da demanda nas regiões Sul e Sudeste, onde as temperaturas mais amenas reduziram o consumo da fruta.

A melancia também sofreu desvalorização, reflexo do aumento da oferta e da persistência do clima frio, mesmo com a virada do mês — momento que costuma impulsionar o consumo e o poder de compra.

Clima e sazonalidade seguem como fatores decisivos

A Seapa reforça que as oscilações nos preços das frutas são resultado de uma combinação de fatores como:

  • Custos de produção
  • Nível de concorrência entre fornecedores
  • Disponibilidade de produtos no mercado
  • Variações na demanda do consumidor
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Todos esses elementos são diretamente influenciados pelas condições climáticas, que continuam sendo determinantes para a qualidade, oferta e precificação das frutas comercializadas no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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