AGRONEGÓCIO

Clima afeta potencial da safra de soja 2024/25, mas produção segue projetada para recorde

Publicado em

A consultoria StoneX revisou para baixo sua projeção de produção de soja na safra 2024/25, estimando 168,3 milhões de toneladas. O número representa uma redução de 1,5% em relação à previsão divulgada no mês anterior, mas ainda configura um volume recorde para o país.

“Apesar da produção menor do que o potencial inicial, a safra recorde tende a garantir um balanço doméstico confortável. No entanto, esse cenário pode mudar a depender da oferta global, que, em breve, voltará sua atenção para o plantio da safra 2025/26 nos Estados Unidos, previsto para começar em abril”, explica Ana Luiza Lodi, especialista em inteligência de mercado da StoneX.

Os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul registraram novas reduções na produtividade, impactados pelo clima mais seco no início do ano. O Rio Grande do Sul foi o mais afetado, com um corte superior a 4 milhões de toneladas em relação à previsão de fevereiro. Como o ciclo da cultura no estado é mais tardio, a escassez de chuvas até fevereiro agravou as perdas.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá implanta atendimento Fast Track para agilizar serviços nas UPAs

Por outro lado, estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo apresentaram revisões positivas na produção, embora sem força suficiente para compensar as quedas, sobretudo no Rio Grande do Sul, onde a safra deve ser quase 25% menor que a do ano passado.

Mesmo com os cortes, a colheita segue projetada para um volume recorde, o que mantém a oferta elevada. No entanto, com a redução na produção total, as exportações foram ajustadas para 107 milhões de toneladas. Caso se concretize, esse volume representará um recorde, mas ainda pode sofrer ajustes conforme a disponibilidade da oleaginosa no mercado. No momento, os embarques começam a ganhar ritmo, e novas revisões podem ocorrer nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

Published

on

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

Leia Também:  Turismo de pesca ganha força no Brasil e movimenta destinos com infraestrutura especializada

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

Leia Também:  Açúcar encontra piso em Nova York, mas safra brasileira levanta dúvidas sobre oferta

A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA