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Circuito Nelore de Qualidade avalia mais de 600 animais durante etapa internacional na Bolívia

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Etapa boliviana reúne 626 animais e reforça qualidade da raça Nelore

A quinta etapa internacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025 foi realizada nos dias 21 e 22 de outubro, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, reunindo 626 animais de 15 pecuaristas. O evento foi promovido pela Asociación Boliviana de Criadores de Cebú (Asocebu), em parceria com a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e o frigorífico Fridosa.

A avaliação reforçou o avanço genético e o bom desempenho produtivo dos rebanhos bolivianos, que vêm se destacando no circuito internacional da raça.

Machos apresentaram peso médio de 20,6 arrobas e boa cobertura de gordura

Entre os animais avaliados, 389 eram machos não castrados. Desses, 84% apresentavam dentição de leite completa, indicando idade entre 18 e 20 meses, e 61% possuíam cobertura de gordura mediana ou uniforme. O peso médio registrado foi de 20,6 arrobas, o que demonstra excelente desempenho para a categoria.

Segundo André Locateli, gerente executivo da ACNB, o resultado comprova a evolução da pecuária boliviana.

“Animais jovens, pesados e bem terminados se destacaram na etapa. Os neloristas bolivianos vêm conquistando grande espaço no Circuito pela qualidade de seus bovinos. É gratificante ver o empenho dos criadores e o crescimento da raça no país”, destacou.

Fêmeas atingem média de 16 arrobas e quase 100% de boa terminação

As 237 fêmeas avaliadas também demonstraram alto padrão de qualidade. Cerca de 84% do rebanho tinha até dois dentes incisivos permanentes, o que equivale a animais de aproximadamente dois anos, e 99% delas apresentaram boa cobertura de gordura. O peso médio foi de 16 arrobas, reforçando o potencial produtivo da categoria.

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Premiação reconhece os melhores lotes de carcaças

Na competição dos melhores lotes de carcaças de machos, o vencedor foi André Saavedra Aponte, da Hacienda Sonia Pilar Sur (Cabezas), que recebeu a medalha de ouro.

A medalha de prata foi concedida a Mário Ignácio Anglarill Serrate, da Ganaderia El Trebol (Cabezas), e o bronze ficou com Alejandro Ribera Guardia, da Estância Parabanó (Pailón).

Na categoria machos terminados em pastagens com suplementação, o destaque foi Alberto Asato, da Hacienda La Fortuna (Carmen Rivero Torrez), também premiado com medalha de ouro.

Entre as fêmeas, o prêmio principal foi novamente para Mário Ignácio Anglarill Serrate, da Ganaderia El Trebol (Cabezas). Marcelo Fernando Muñoz Añez, da Cabaña Moxos (Okinawa), ficou com a prata, e Roberto Jonas de Macedo, da Hacienda Gamelera (San Ignácio), levou o bronze.

Circuito Nelore de Qualidade: referência internacional em avaliação de carcaças

Promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) desde 1999, o Circuito Nelore de Qualidade tem como objetivo estimular a melhoria genética e produtiva da raça Nelore, reconhecendo os esforços de produtores em diferentes sistemas de criação.

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A iniciativa conta com o apoio de Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Na Bolívia, o evento é realizado em parceria com a Asocebu e o Fridosa, enquanto no Paraguai a organização fica a cargo da Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore, com apoio da Minerva Foods.

Considerado o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo, o Circuito segue ampliando sua presença internacional, valorizando a pecuária de qualidade e o aprimoramento genético da raça Nelore.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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