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Circuito Nelore de Qualidade avalia 741 animais em etapa realizada em Santana do Araguaia (PA)

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A cidade de Santana do Araguaia (PA) recebeu, no dia 10 de novembro, a 30ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025, realizada na unidade da Friboi. Ao todo, 741 animais de 12 pecuaristas foram avaliados durante o evento, que contou com a parceria da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Associação dos Criadores de Nelore do Norte do Brasil (ACNNB), Matsuda Sementes e Nutrição Animal e o próprio frigorífico.

O Circuito tem como objetivo valorizar a qualidade da carne e o trabalho dos criadores da raça Nelore, reconhecendo os avanços genéticos e as boas práticas de produção adotadas nas fazendas participantes.

Avaliação destacou qualidade das carcaças e precocidade dos animais

Dos 741 animais avaliados, 457 eram machos não castrados, e 81% apresentaram até dois dentes incisivos permanentes, indicando idade inferior a dois anos. Além disso, 84% possuíam cobertura de gordura mediana, com peso médio de 21,8 arrobas.

Entre as 284 fêmeas avaliadas, 82% também tinham até dois dentes incisivos permanentes e 91% apresentaram cobertura de gordura mediana e uniforme, com peso médio de 14,8 arrobas.

“Tivemos mais uma etapa de sucesso do Circuito Nelore de Qualidade 2025, com animais de excelente padrão. Os resultados refletem o trabalho dedicado dos produtores da região”, destacou Gabriel Galvão, assistente técnico da ACNB.

Premiação: machos terminados em confinamento

Na categoria melhor lote de carcaça de machos terminados em confinamento, o primeiro lugar ficou com Marco Antônio Gil, da Fazenda Guadalupe (Santa Maria das Barreiras/PA), que recebeu a medalha de ouro.

“Essa conquista representa o resultado de um trabalho detalhado e contínuo. Nosso objetivo é produzir animais precoces, eficientes e com carcaças de alta qualidade”, afirmou Gil.

O segundo lugar (prata) ficou com Alexandre Rosa Vilela, da Fazenda Patropi (São Félix do Xingú/PA), enquanto o terceiro lugar (bronze) foi para Ronaldo Venceslau Rodrigues da Cunha, da Fazenda Terra Roxa (Santa Maria das Barreiras/PA).

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Premiação: machos terminados em pastagens

Na categoria melhor lote de carcaça de machos terminados em pastagens, o ouro foi para Rubens Eduardo Sauer Marcondes Pereira, da Fazenda São João Batista e Camaçari (Santana do Araguaia/PA).

A medalha de prata ficou com Jocelito Krug, da Fazenda Solo Vermelho II e III (Santa Maria das Barreiras/PA), e o bronze foi conquistado por Anael Rezende da Silva, da Fazenda Bela Colina (Santana do Araguaia/PA).

Premiação: fêmeas Nelore

Entre as fêmeas, o melhor lote de carcaça foi o da Fazenda Mula Preta (Cumaru do Norte/PA), de Gisele de Biasi Godói, que recebeu a medalha de ouro.

O segundo lugar foi conquistado por Paulo Henrique Goulart Fernandes Dias, da Fazenda Paraporã II (Cumaru do Norte/PA), e o terceiro ficou com Bruno da Costa Marquez, da Fazenda Nossa Senhora do Carmo (Cumaru do Norte/PA).

Circuito Nelore de Qualidade: tradição e reconhecimento internacional

Criado em 1999, o Circuito Nelore de Qualidade é uma iniciativa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e tem como propósito fortalecer a genética Nelore e promover o desenvolvimento sustentável da pecuária de corte.

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O programa avalia os resultados obtidos pelos produtores em diferentes sistemas de produção, reconhecendo os que alcançam melhores índices de eficiência, acabamento e qualidade de carcaça.

Com apoio de frigoríficos como Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal, o Circuito é o maior campeonato de avaliação de carcaças bovinas do mundo.

Além do Brasil, o projeto também está presente na Bolívia, em parceria com a Asocebu e Fridosa, e no Paraguai, por meio da Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore e Minerva Foods.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra

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A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.

A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.

Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.

A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.

Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.

O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.

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Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.

A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.

O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.

No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.

A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.

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Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.

O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.

Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.

O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.

Fonte: Pensar Agro

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