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Circuito Mineiro de Cafeicultura 2025 anuncia programação de novembro com atividades gratuitas para produtores

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Circuito Mineiro de Cafeicultura encerra programação anual

O Circuito Mineiro de Cafeicultura 2025 chega à última etapa do ano em novembro, com atividades técnicas voltadas a cafeicultores em seis municípios do Sul de Minas. Os encontros acontecem nas seguintes datas:

  • 12 de novembro – Santa Rita do Sapucaí
  • 13 de novembro – Três Corações
  • 14 de novembro – Campanha
  • 18 de novembro – Cambuquira
  • 19 de novembro – Ilicínea
  • 26 de novembro – São José da Barra

Os eventos são gratuitos, e as inscrições podem ser feitas diretamente no local.

Temas do circuito: sustentabilidade e mudanças climáticas

O tema central desta edição é “Sustentabilidade e Mudanças Climáticas”. De acordo com Marcos Fabri, gerente regional da Emater-MG em Lavras e responsável pela organização do circuito, as alterações climáticas têm afetado a produção de café globalmente.

“O preço do café subiu no mundo devido a problemas climáticos, como secas, granizo e calor excessivo. Não podemos controlar o clima, mas existem técnicas que ajudam a minimizar seus efeitos sobre as lavouras”, destacou Fabri.

Mecanização como resposta à falta de mão de obra

A escassez de mão de obra no campo é outro desafio crescente no Sul de Minas, motivando produtores a investir em maquinário agrícola. Fabri explica que a demanda por equipamentos adaptados a pequenos produtores tem aumentado consideravelmente, refletindo uma tendência de mecanização para otimizar a produção.

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História e organização do evento

O Circuito Mineiro de Cafeicultura é promovido pela Emater-MG há mais de 20 anos e reúne produtores, cooperativas, traders e comerciantes do setor. A iniciativa conta com a participação da Ufla e da Faepe, além da parceria da Epamig e da Mecaf.

Os patrocinadores oficiais do circuito são: Sicoob, Café Brasil, Solo Fértil e Minas Verde.

Mais informações sobre cada etapa podem ser obtidas nos escritórios locais da Emater-MG nos municípios onde os eventos serão realizados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

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O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

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Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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