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Circuito Cria: Revelando a Realidade da Produção de Bezerros no Brasil

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De acordo com o pesquisador Pietro Baruselli, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), o Brasil dedica cerca de 120 milhões de hectares à produção de bezerros, um setor que se destaca pelo investimento em tecnologia, como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Desde 2016, a GlobalGen, com mais de 10 milhões de sincronizações realizadas, se une à Scot Consultoria para promover o Circuito Cria, que visa compreender os desafios e as oportunidades desse mercado.

Com um percurso de aproximadamente 10 mil km, o Circuito Cria visitará 40 fazendas de diversos perfis e tamanhos nos principais estados produtores do país. “Atualmente, não existe uma entidade que forneça dados específicos sobre as fazendas de cria no Brasil. A equipe da Scot acompanhará todo o ciclo de produção de bezerros, desde a estação de monta até o nascimento e a desmama, gerando informações relevantes. Como a geração de dados é fundamental para nosso trabalho, não poderíamos ficar de fora desta iniciativa”, explica Gabriel Sandoval, gerente de Marketing da GlobalGen.

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Diante de um cenário de transição nos preços da pecuária, o Circuito Cria busca entender como os produtores enfrentam os desafios e quais estratégias adotam para superá-los. “Nosso objetivo é fornecer insights valiosos para apoiar os produtores na adaptação às novas condições de mercado”, afirma Ana Paula Oliveira, analista da Scot Consultoria e coordenadora da expedição.

O que é o Circuito Cria?

Segundo a Scot Consultoria, o Circuito Cria é uma expedição destinada a acompanhar as fazendas de cria no Brasil. Iniciado no dia 7 de outubro, o projeto promove a troca de experiências entre produtores, parceiros e especialistas, abordando temas como tendências de mercado, orientações técnicas e oportunidades de negócio. A jornada inclui visitas a diversas propriedades, onde serão realizadas Estações Técnicas focadas em reprodução, genética, sanidade, nutrição e manejo, entre outras áreas essenciais do processo produtivo.

Como funciona?

O Circuito Cria é dividido em três etapas. A primeira, denominada “Origem da Pecuária”, se estenderá até 26 de novembro e visa compartilhar conhecimento para fortalecer a pecuária de cria em um momento de transição e desafios econômicos. As próximas etapas, “Berço da Pecuária” e “Rastro do Bezerro”, acompanharão, respectivamente, o período de nascimentos e a desmama e comercialização dos animais.

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Com o Circuito Cria, uma nova fase do ciclo produtivo será explorada por meio de uma análise detalhada das fazendas de produção de bezerros, fortalecendo o suporte aos pecuaristas. Este projeto reafirma o compromisso da Scot Consultoria, da GlobalGen e de outros parceiros com o desenvolvimento da pecuária nacional, proporcionando uma visão aprofundada do cenário atual e das perspectivas para o crescimento sustentável desse segmento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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