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Chuvas intensificam riscos nas pastagens: controle do capim-navalha e da cigarrinha-das-pastagens exige atenção redobrada

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Período de chuvas traz recuperação das pastagens — e novos desafios

Com a chegada da primavera e o retorno das chuvas em boa parte do país, o verde volta a dominar as paisagens rurais. No entanto, esse cenário de recuperação das pastagens também marca o início de um período de alerta para os pecuaristas.

As condições climáticas mais úmidas favorecem a proliferação de pragas e plantas invasoras, que podem comprometer a qualidade do pasto e reduzir significativamente a produtividade do rebanho.

Entre os principais inimigos da estação estão o capim-navalha (Paspalum virgatum) e a cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta), pragas que exigem monitoramento e manejo antecipado.

Manejo precoce é essencial para evitar prejuízos

De acordo com Isadora Cristófoli Pereira, pesquisadora de Desenvolvimento de Produto e Mercado da BASF Soluções para Agricultura, o início das infestações é o momento ideal para agir.

“As condições climáticas são muito favoráveis ao crescimento das pastagens, mas também criam o ambiente perfeito para o avanço de visitantes indesejados. O manejo deve ser feito logo que surgem as primeiras ninfas ou no início do desenvolvimento das plantas invasoras”, orienta.

Essas pragas e invasoras, embora muitas vezes subestimadas, podem comprometer severamente a capacidade produtiva das áreas de forragem, afetando a qualidade da alimentação do gado e, consequentemente, a rentabilidade das fazendas.

Capim-navalha: invasora agressiva que reduz o desempenho do pasto

O capim-navalha é uma das plantas daninhas mais problemáticas nas regiões úmidas do Brasil, segundo a Embrapa. Sua estrutura de folhas longas e cortantes reduz a palatabilidade da área e dificulta o pastejo, além de competir diretamente por água, nutrientes e espaço com as forrageiras.

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Com um sistema radicular denso e rizomas resistentes, a planta tem alta capacidade de rebrota, mesmo após períodos de estiagem. Em infestações severas, o controle se torna difícil, exigindo reforma da área com manejo químico e rotação de culturas.

Para o controle seletivo e eficiente, a BASF oferece o herbicida Vaboro®, que atua diretamente sobre o capim-navalha, eliminando a competição com as plantas forrageiras.

O produto possui registro para uso aéreo e é ideal para o planejamento do pasto, proporcionando maior disponibilidade e qualidade de matéria verde.

Cigarrinha-das-pastagens: pequena praga, grandes prejuízos

A cigarrinha-das-pastagens é considerada uma das pragas mais destrutivas da pecuária nacional. A umidade das chuvas favorece a eclosão dos ovos, resultando em infestações expressivas.

De acordo com a Embrapa, as perdas causadas pela praga podem chegar a US$ 800 milhões por ano apenas na região do Cerrado, onde a braquiária ocupa cerca de 15 milhões de hectares.

As ninfas da cigarrinha, protegidas sob uma espuma na base do capim, sugam a seiva das plantas, provocando amarelamento, secamento e até morte das folhas. Já os adultos liberam toxinas, afetando a produção e a qualidade das forrageiras.

Para o controle eficiente, a BASF disponibiliza o inseticida Nepaxir®, que combina ação sistêmica e de contato, garantindo eficácia contra ninfas e adultos.

O produto pode ser aplicado por pulverização terrestre ou aérea e permite rápida reentrada dos animais no pasto, mantendo a produtividade e a qualidade da área.

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Momento certo de agir: início das chuvas é decisivo

Segundo Ricardo Zanquettim, gerente sênior de Negócios da BASF Soluções para Agricultura, o manejo antecipado é fundamental.

“O início do período chuvoso é o momento em que as pragas estão em estágios iniciais e mais suscetíveis ao controle. A ação correta nessa fase contribui para a recuperação rápida do pasto e para o equilíbrio do sistema”, explica.

Zanquettim reforça que um pasto bem manejado é a base de uma pecuária produtiva e sustentável. “O que se faz agora, no início das chuvas, reflete diretamente na engorda dos animais e na rentabilidade da fazenda nos próximos meses”, completa.

Inovação e pesquisa fortalecem a pecuária sustentável

As soluções Vaboro® e Nepaxir® fazem parte da estratégia da BASF Soluções para Agricultura, que investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para atender às demandas da pecuária moderna.

A companhia destina cerca de € 915 milhões anuais em P&D globalmente, desenvolvendo tecnologias inovadoras que integram proteção de cultivos, sementes e ferramentas digitais.

Esses investimentos refletem o compromisso da BASF em fornecer soluções que garantem produtividade, rentabilidade e sustentabilidade ao campo, apoiando o produtor rural nos desafios da pecuária moderna.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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