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Chuvas intensas interrompem ferrovia até porto de Rio Grande, ameaçando embarques de grãos

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As enchentes no Rio Grande do Sul afetaram a ferrovia que conecta grãos ao porto de Rio Grande, interrompendo a operação e criando desafios para o embarque de cereais, informou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) à agência de notícias Reuters nesta terça-feira.

O porto de Rio Grande, o quarto maior exportador de soja do Brasil em 2023, tem mantido suas operações utilizando grãos já estocados antes das chuvas e os que chegam por rotas rodoviárias alternativas. Contudo, esses desvios aumentam consideravelmente os custos de transporte.

De acordo com a Anec, os bloqueios nas principais vias de acesso ao porto obrigaram caminhões carregados com grãos a percorrer uma distância adicional de 400 km, elevando o custo do frete rodoviário. Apesar desses contratempos, o funcionamento do porto ainda não foi comprometido, mas a situação gera preocupação entre os exportadores.

“Devido às dificuldades de acesso ao porto, o aumento do trajeto em 400 km representa um custo adicional aos fretes, mas é uma medida necessária para manter a continuidade das operações”, afirmou a Anec em comunicado.

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As operações de “top-off”, que consistem em complementar cargas de soja provenientes da Argentina, continuam mesmo com esses desafios logísticos. No entanto, a agência marítima Cargonave confirmou que as chuvas intensas afetaram a chegada de grãos ao porto de Rio Grande, levando ao uso de reservas estocadas nos armazéns dos terminais.

A concessionária de ferrovias Rumo, responsável pela linha ferroviária afetada, foi procurada para comentar o impacto das enchentes, mas não respondeu até o fechamento desta edição. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt) havia informado anteriormente que havia 63 bloqueios em ferrovias no Rio Grande do Sul devido ao mau tempo.

Esses obstáculos logísticos ressaltam a vulnerabilidade da infraestrutura de transporte diante de condições climáticas extremas e a necessidade de soluções alternativas para garantir a continuidade das operações portuárias, especialmente durante a temporada de embarques de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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