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Chuvas favorecem lavouras e sustentam preços do café, mas mercado segue atento às tarifas e à oferta global

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As previsões de ventos fortes e chuvas intensas no Sudeste deixaram os produtores de café em alerta no fim de semana, mas os impactos nas lavouras foram mínimos. De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP), as áreas da Mogiana Paulista, Garça (SP) e Sul de Minas — principais polos de café arábica — não registraram danos significativos, e os ventos mais fortes se concentraram no norte do Paraná, com prejuízos pontuais.

O volume de chuvas, ao contrário, trouxe benefícios para o desenvolvimento das plantas e deve favorecer a fixação dos chumbinhos, etapa essencial para o sucesso da safra 2026/27. Colaboradores do Cepea destacam que a florada já ocorreu na maior parte das regiões produtoras e que a continuidade das precipitações é fundamental para evitar o abortamento dos frutos e garantir uma boa produtividade.

Preços domésticos mantêm firmeza em meio a oferta limitada e clima irregular

No mercado físico brasileiro, os preços do café seguem influenciados por uma oferta controlada e pela instabilidade climática. Segundo dados do Cepea, o café arábica registrou leve alta nesta quarta-feira (12), sendo negociado a R$ 2.294,47 por saca de 60 kg em São Paulo. Já o café robusta apresentou recuo de 0,99%, cotado a R$ 1.380,12 por saca.

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A variação reflete o equilíbrio entre o otimismo com as boas condições das lavouras e a preocupação com os estoques globais reduzidos, que mantêm o mercado atento. Especialistas avaliam que, mesmo com a melhora do clima no Brasil, a disponibilidade de grãos segue ajustada, o que pode continuar sustentando os preços no curto prazo.

Café na Bolsa de Nova York registra alta com dólar fraco e estoques em queda

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros do café arábica encerraram a última terça-feira (11) em alta. O vencimento para dezembro de 2025 subiu 1,9%, sendo negociado a 422,70 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato para março de 2026 avançou 1,6%, cotado a 399,30 centavos.

O movimento de valorização foi impulsionado pela desvalorização do dólar frente ao real e a outras moedas, além da queda nos estoques certificados e das incertezas em torno da oferta global. Ainda há apreensão no mercado internacional sobre as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos às importações de café brasileiro, cuja possível redução foi mencionada recentemente por autoridades americanas.

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Perspectivas: cenário positivo no campo, mas com volatilidade no mercado internacional

Apesar do bom desempenho das lavouras e da recuperação dos preços, o mercado do café segue sensível a fatores externos. As tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e o comportamento do clima nas principais regiões produtoras continuam ditando o ritmo das negociações.

Analistas indicam que, com estoques internacionais baixos e margens mais estreitas para exportação, o setor pode enfrentar nova rodada de volatilidade nas próximas semanas. Para os produtores brasileiros, a expectativa é de estabilidade no campo e de atenção redobrada aos custos de produção e à evolução das cotações no mercado externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça proibição do comércio irregular nas UPAs de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a proibição do comércio ambulante no interior e nas entradas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A medida, implantada desde abril, tem contribuído para melhorar a organização dos espaços, reduzir aglomerações e garantir melhores condições de atendimento aos pacientes e aos profissionais que atuam nas unidades.

A restrição segue as normas municipais que impedem a instalação de equipamentos e a comercialização de produtos nas entradas principais de hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais unidades de saúde, públicas ou privadas, além de proibir o comércio no interior desses espaços.

A iniciativa já apresenta resultados positivos na rotina das unidades, com maior organização dos acessos, melhor circulação de pacientes, acompanhantes e equipes, além de manter livres as áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a organização dos espaços externos e internos das unidades é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população.

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“Quando conseguimos manter as entradas das unidades organizadas e sem obstáculos, melhoramos o fluxo de pessoas, facilitamos o trabalho das equipes e garantimos que pacientes que chegam em situação de urgência tenham acesso mais rápido e seguro ao atendimento”, afirmou.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendosa, ressalta que as UPAs são portas de entrada para atendimentos de média complexidade e precisam funcionar com estrutura adequada para receber a população.

“As unidades de pronto atendimento recebem diariamente um grande volume de pacientes e precisam ter seus espaços preparados para acolher quem procura o serviço. A retirada do comércio irregular ajuda a preservar o ambiente, melhora a circulação e fortalece a qualidade do atendimento prestado”, explicou.

A ação teve início na UPA Morada do Ouro e será ampliada para as demais unidades de saúde do município. O trabalho envolve fiscalização, orientação aos comerciantes e acompanhamento das áreas próximas aos serviços de saúde.

Além da organização do espaço público, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização das condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos, considerando os riscos relacionados à higiene, ao descarte inadequado de resíduos e ao uso de equipamentos que possam gerar fumaça e outros impactos nas proximidades das unidades.

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A Prefeitura também instalará placas informativas nas unidades para reforçar a proibição do comércio ambulante no interior dos prédios e nas áreas próximas aos acessos.

O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, como multa e apreensão de mercadorias, conforme previsto na legislação municipal.

Os comerciantes que desejam atuar de forma regular em vias e espaços públicos devem solicitar o Termo de Permissão de Uso (TPU), emitido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública após análise técnica.

O documento estabelece regras para o exercício da atividade, considerando critérios como segurança, fluxo de pedestres e veículos, uso adequado do solo e cumprimento das normas sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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