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China Aumenta Compras de Trigo Canadense e Australiano Em Meio a Ameaças Climáticas à Safra Nacional

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Impactos Climáticos na Produção de Trigo na China

Recentemente, a província de Henan, responsável por cerca de um terço da produção de trigo da China, emitiu um alerta de risco devido às condições de calor e seca, que ameaçam severamente as plantações locais. A escassez de oferta interna, resultante do clima extremo, levou o país a buscar alternativas no mercado internacional.

Aumento das Compras de Trigo da Austrália e Canadá

Traders informaram que os compradores chineses adquiriram entre quatro e cinco carregamentos de trigo da Austrália, com cerca de 55.000 toneladas cada, para entrega entre julho e agosto. Além disso, a China comprou aproximadamente 200.000 toneladas de trigo canadense. Esses grãos são de qualidade destinada à moagem, e as compras australianas marcam o retorno da China a este fornecedor desde o ano passado. A COFCO, principal empresa estatal chinesa responsável pelas importações de trigo, não comentou oficialmente sobre as transações.

Tendências de Importação e Redução da Produção Interna Chinesa

Nos últimos anos, a China tem sido um dos maiores importadores de trigo, adquirindo cerca de 11 milhões de toneladas, equivalentes a US$ 3,5 bilhões em 2024. No entanto, devido à colheita de safras recordes de trigo e milho no ano passado, as importações diminuíram consideravelmente. A previsão de produção de trigo na China para 2025 foi reduzida em aproximadamente 5 milhões de toneladas, embora o país ainda possua grandes estoques de grãos.

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Efeitos das Relações Comerciais e da Economia Chinesa no Mercado

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China tem sido um fator crucial para as escolhas de importação do gigante asiático. Traders indicam que a China evitou comprar trigo dos EUA devido às tarifas impostas, redirecionando suas compras para países como Canadá e Austrália. A desaceleração econômica interna da China também tem impactado a demanda por grãos, uma vez que os estoques de trigo disponíveis são elevados e a demanda por ração é estável.

Queda nos Preços e Expectativas para o Futuro

A diminuição das importações chinesas no início da temporada 2024/25 tem pressionado os preços internacionais do trigo, com os futuros em Chicago se mantendo próximos à mínima de quatro anos, alcançada em julho do ano passado. No entanto, os preços mais baixos podem ter atraído compradores chineses de volta ao mercado, à medida que a temporada 2025/26 se aproxima.

Aumento nas Importações de Cevada

Além do trigo, a China também tem feito compras significativas de cevada. Traders reportaram a aquisição de seis grandes embarcações Panamax, carregando cerca de 360.000 toneladas de cevada da nova safra francesa ou ucraniana, com entrega prevista para os meses de julho e agosto. Alguns estimam que o volume total de cevada comprado pela China neste período possa alcançar até 1 milhão de toneladas. O preço das transações foi de US$ 250 a US$ 254 por tonelada.

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As compras de trigo e cevada indicam um retorno da China ao mercado global de grãos após um período de compras reduzidas, refletindo o impacto das condições climáticas e a necessidade de garantir o abastecimento alimentar interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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