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China amplia compras de soja da América do Sul e reduz dependência dos EUA em 2025

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América do Sul domina o mercado de soja na China

A China reforçou em 2025 sua posição como principal destino da soja sul-americana, elevando a participação de Brasil e Argentina e reduzindo a fatia dos Estados Unidos em seu mercado.

Dados divulgados nesta terça-feira (20) pela Administração Geral de Alfândega da China mostram que os EUA responderam por apenas 15% das importações chinesas no ano passado — uma queda expressiva em relação aos 21% de 2024.

A retração foi resultado da suspensão temporária dos embarques norte-americanos desde setembro, o que levou os importadores chineses a buscar alternativas mais competitivas no Brasil e na Argentina.

Brasil amplia liderança no fornecimento de soja para a China

O Brasil consolidou-se como o maior fornecedor de soja do mundo e ampliou sua participação no mercado chinês, que passou de 71% em 2024 para 73,6% em 2025.

Os embarques brasileiros cresceram 10,3% no ano, alcançando 82,32 milhões de toneladas, um novo recorde histórico.

Além do volume recorde, o bom desempenho brasileiro foi impulsionado por uma safra abundante e preços competitivos, fortalecendo a posição do país como parceiro estratégico da China no comércio agrícola.

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Argentina dobra exportações e ganha espaço

A Argentina também se beneficiou da reconfiguração do mercado, ampliando sua participação de 4% para 7% em apenas um ano.

As exportações argentinas para a China saltaram 92,4%, somando 7,89 milhões de toneladas em 2025.

O aumento foi impulsionado pela retomada do processamento e maior oferta de soja disponível para exportação, especialmente no segundo semestre do ano.

EUA perdem espaço, mas retomam embarques após trégua comercial

Apesar da forte queda, os Estados Unidos retomaram gradualmente o comércio de soja com a China após uma trégua firmada no fim de outubro, segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

O compromisso chinês prevê a compra de até 12 milhões de toneladas de soja norte-americana até fevereiro de 2026.

Em dezembro, a agência Reuters informou que seis navios graneleiros estavam programados para carregar soja em portos da Costa do Golfo dos EUA com destino à China, enquanto outro, o Ocean Harvest, já estava a caminho do porto de Zhangjiagang, previsto para chegar em cerca de uma semana.

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Importações recordes reforçam demanda chinesa

A China registrou em 2025 o maior volume de importações de soja da história, totalizando 111,83 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% em relação a 2024.

Em dezembro, os embarques de soja brasileira cresceram 92,5%, alcançando 5,66 milhões de toneladas, enquanto os argentinos dispararam 524,7%, chegando a 1,65 milhão de toneladas.

No mesmo mês, as importações de soja dos EUA caíram a zero, marcando o quarto mês consecutivo sem compras do país norte-americano.

Reconfiguração global do comércio da oleaginosa

O avanço de Brasil e Argentina no mercado chinês reflete uma mudança estrutural nas rotas globais da soja, impulsionada por fatores geopolíticos, logísticos e de preço.

Enquanto os Estados Unidos enfrentam desafios comerciais e pressões tarifárias, a América do Sul consolida sua liderança como principal fornecedora mundial da oleaginosa, com destaque para o papel estratégico do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica do café e reforça posição da Serra da Mantiqueira na produção de cafés especiais

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O café produzido no Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, passou a contar com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento oficial concedido pelo INPI. O registro foi publicado na última terça-feira (26) e consolida a reputação da região como uma das áreas de destaque na produção de cafés especiais no país.

A certificação foi resultado de um trabalho de articulação e acompanhamento conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, fortalecendo a valorização dos produtos ligados à origem geográfica.

Com a nova concessão, esta é a 15ª Indicação Geográfica do estado de São Paulo e a sétima relacionada diretamente ao café, ampliando a relevância paulista no mercado de produtos diferenciados.

Tradição cafeeira da Serra da Mantiqueira fortalece identidade produtiva

A produção de café na região do Circuito das Águas Paulista tem raízes históricas que remontam à segunda metade do século XIX. O desenvolvimento da atividade foi impulsionado pelo processo de colonização europeia, com forte presença de imigrantes italianos e portugueses, que contribuíram para a expansão do cultivo no território.

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Atualmente, o café da região é reconhecido pela alta qualidade, resultado de fatores naturais como altitude, clima e características do solo da Serra da Mantiqueira, que favorecem o cultivo de grãos especiais com perfil sensorial diferenciado.

IG abrange nove municípios produtores

A Indicação Geográfica tem como entidade representativa a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), responsável pela gestão do selo de origem e pela organização dos produtores locais.

O reconhecimento abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, que compõem o território produtivo da IG.

Indicação Geográfica agrega valor e fortalece competitividade do café brasileiro

As Indicações Geográficas são instrumentos de propriedade intelectual que identificam produtos ou serviços com características diretamente ligadas ao território de origem. No caso do café, o selo reforça atributos como qualidade, rastreabilidade e identidade regional, ampliando o valor agregado do produto no mercado nacional e internacional.

Para o setor produtivo, o reconhecimento contribui para a diferenciação dos cafés especiais brasileiros, estimulando o turismo rural, a organização dos produtores e o fortalecimento das cadeias locais.

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Com a nova certificação, o Circuito das Águas Paulista se consolida como uma das referências da cafeicultura de qualidade no estado de São Paulo e no cenário nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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