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Chegada das Chuvas Promete Agitação nos Canaviais

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A região Centro-Sul do Brasil enfrenta uma das secas mais prolongadas e severas de sua história, com duração de seis meses, resultando em altos índices de estresse hídrico e térmico nas plantas. Essa situação culminou na interrupção do plantio e do manejo agrícola, além da morte de parte da socaria em decorrência dos incêndios. Isso exigirá o replantio de áreas afetadas ou até a renovação total dos canaviais.

Entretanto, a expectativa é de que as chuvas, previstas para o início desta semana, desencadeiem uma intensa movimentação nos canaviais. A temporada chuvosa é especialmente propensa ao surgimento de pragas, destacando-se a cigarrinha-da-raízes, considerada uma praga-chave para a cultura da cana-de-açúcar. Essa praga pode ser encontrada em praticamente todas as regiões canavieiras do Brasil e, entre os prejuízos que causa, estão a redução do teor de açúcar e o aumento da quantidade de fibras e colmos mortos. As ninfas da cigarrinha extraem grandes quantidades de água e nutrientes das raízes, impactando negativamente o desenvolvimento da cultura.

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Pesquisadores apontam que a intensidade dos danos causados pela cigarrinha depende de três fatores principais: a população da praga — quanto mais intensa, maior será a destruição; a variedade de cana — algumas podem perder de 60% a 70% da produtividade, enquanto outras enfrentam perdas de 10% a 20%; e a idade e o tamanho da planta durante o ataque — canas de final de safra são mais suscetíveis à praga do que as colhidas em maio, resultando em quedas de produtividade mais acentuadas.

Além disso, o manejo adequado de plantas daninhas nos canaviais é essencial, já que qualquer descuido em relação à matocompetição pode reduzir a produtividade em até 80%. Após um longo período de seca, a volta das chuvas propicia um aumento significativo na competição com plantas daninhas, agravada pela morte de parte da socaria e pelo menor desenvolvimento da cana, que não conseguiu fechar as linhas, favorecendo o crescimento dessas plantas durante a época úmida, que oferece condições climáticas ideais, como umidade, temperatura e luminosidade, propícias à germinação e crescimento.

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As principais espécies beneficiadas neste período são as fisiologicamente classificadas como C4, que não apresentam saturação luminosa para a produção de fotossíntese. Nesse grupo, destacam-se a tiririca, diversas gramíneas e plantas de folhas largas de difícil controle, como a mucuna, mamona, merremias e ipomeias.

O controle de plantas daninhas é um aspecto crucial para a saúde fitossanitária dos canaviais, exigindo um manejo adequado e a aplicação de herbicidas eficientes para não comprometer a rentabilidade das lavouras. Com isso, os produtores agrícolas enfrentarão um considerável trabalho nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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