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Certificação RTRS impulsiona competitividade e sustentabilidade da AgroHering no Paraná

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Localizada em Pinhão (PR), próxima a Guarapuava, a Fazenda Santo Antônio, pertencente ao grupo AgroHering, reforçou suas práticas sustentáveis e consolidou oportunidades de comercialização graças à certificação RTRS (Round Table on Responsible Soy).

Com 330 hectares cultivados, a propriedade é gerida por Anton Hering, pelo genro e gerente Guilherme Ducat, e dois colaboradores. Na safra 2024/2025, a produção alcançou 94 sacas de soja por hectare — um recorde — e 5 toneladas por hectare de cevada. Neste ano, a propriedade retomou o plantio de milho, ocupando 118 hectares, um terço da área total.

Segundo Ducat, a produção de soja certificada RTRS atingiu 1.031 toneladas em 280 hectares em 2024. “Toda a produção é entregue à Cooperativa Agrária, que garante preços justos aos cooperados e amplia o acesso a mercados mais exigentes”, destaca.

Sustentabilidade como diferencial competitivo

A adesão à certificação RTRS ocorreu há dois anos, facilitada pelo Programa Agrária de Gestão Rural (PAGR), da Cooperativa Agrária. O selo internacional garante que a produção siga critérios rigorosos ambientais, sociais e econômicos.

“Ter a RTRS é uma forma de comprovar nosso compromisso com a produção responsável e acessar oportunidades mais atrativas de comercialização. As diretrizes nos ajudam a focar em práticas eficientes, evitando desperdícios e preservando nossa terra”, afirma Ducat.

O gerente da propriedade reforça que, mesmo sendo um negócio familiar de porte médio, a certificação fortaleceu os processos de gestão e produção, preparando a Fazenda para desafios futuros e garantindo a sustentabilidade do negócio.

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Cooperativa Agrária: referência em agricultura sustentável

Com mais de 70 anos de história, a Cooperativa Agrária nasceu para apoiar famílias suábias refugiadas após a II Guerra Mundial e evoluiu como referência em produção sustentável e gestão cooperativista no Brasil.

Em 2024, a cooperativa contava com 744 cooperados responsáveis por aproximadamente 900 mil toneladas de grãos, incluindo 377 mil toneladas de soja em 87 mil hectares e 328 mil toneladas de milho em 26 mil hectares.

O PAGR apoia os produtores na adoção de boas práticas agrícolas, promovendo capacitação contínua e eficiência operacional. Pelo quarto ano consecutivo, a Agrária recebeu o prêmio “Empresas com Melhor Gestão”, concedido pela Deloitte.

Certificação RTRS amplia mercados e gera ganhos financeiros

Desde 2021, a parceria com a RTRS fortaleceu as práticas sustentáveis, abriu novos mercados nacionais e internacionais e possibilitou a comercialização de créditos de soja sustentável, gerando retorno financeiro direto para os produtores.

Nos últimos dois anos, a cooperativa registrou aumento de 300% nos treinamentos para colaboradores das propriedades certificadas e avançou na gestão de resíduos, com mais de 10 toneladas de resíduos contaminados corretamente descartados em 2024.

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Sustentabilidade integrada à rotina e ao futuro do agronegócio

A certificação RTRS transformou a rotina estratégica e operacional da cooperativa, alinhando demandas de mercado com práticas agrícolas viáveis.

“Estar inseridos na rede RTRS significa assumir um papel ativo na transformação do agronegócio, valorizando as pessoas, respeitando o meio ambiente e garantindo a viabilidade econômica das propriedades rurais”, afirma Tatiane Cristina Zabot Anderle, analista de sustentabilidade da Cooperativa Agrária.

Para a Agrária, a certificação consolida seu posicionamento como referência em sustentabilidade e reforça o compromisso com prosperidade para cooperados, famílias e comunidades. “Produtividade e responsabilidade podem caminhar juntas. Ao promover práticas agrícolas conscientes, fortalecemos a credibilidade do setor e contribuímos para uma cadeia de valor mais transparente”, conclui Tatiane.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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