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Certificação Inédita em Seguro Rural é Lançada para Atender Demanda do Setor

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Os desastres ambientais que assolaram o Brasil em 2024 trouxeram prejuízos bilionários ao mercado de seguros, destacando a importância do Seguro Rural no contexto agrícola. No Rio Grande do Sul, estado que sofreu o maior sinistro ambiental da história do país, as enchentes devastaram o agronegócio, com impactos tão profundos que, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a produção rural local pode demorar até uma década para se recuperar plenamente.

O estado, que ocupa a segunda colocação no ranking nacional de contratações do Seguro Rural, enfrenta perdas estimadas em mais de R$ 3 bilhões somente no setor agropecuário. Já as seguradoras, conforme dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), pagaram cerca de R$ 6 bilhões em indenizações relacionadas às catástrofes climáticas na região.

Com o aumento significativo na frequência e na gravidade de eventos climáticos extremos, a relevância do Seguro Rural se consolida como um instrumento essencial para a proteção das atividades agrícolas. Paralelamente, cresce a necessidade de profissionais especializados capazes de gerir os riscos associados a esse segmento em expansão.

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Certificação Avançada em Seguro Rural

Para suprir essa demanda crescente por profissionais qualificados, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) lançou a Certificação Avançada em Seguro Rural, um programa inédito no Brasil. O curso visa capacitar os participantes com um entendimento profundo sobre o gerenciamento de riscos agrícolas, abrangendo temas como análise de risco, subscrição, regulação de sinistros e gestão de carteiras de seguros rurais.

Com carga horária total de 18 horas, a primeira turma já está confirmada, e as aulas serão ministradas ao vivo de forma online. O início está programado para o dia 7 de outubro, com inscrições abertas até o dia 4 do mesmo mês.

A certificação representa um avanço importante para a qualificação de profissionais no setor de seguros, refletindo a urgência de uma formação técnica mais robusta frente ao cenário cada vez mais desafiador enfrentado pelo agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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