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CerradinhoBio registra alta de 56,2% no EBIT no primeiro semestre da Safra 25/26

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A Cerradinho Bioenergia apresentou crescimento expressivo no segundo trimestre e no acumulado dos primeiros seis meses da Safra 2025/2026. A empresa, que atua na produção de etanol, açúcar, energia e soluções de nutrição animal a partir de cana-de-açúcar e milho, reportou avanço de 56,2% no EBIT ajustado, 61,2% no EBITDA ajustado e 142,4% no lucro líquido, na comparação com o mesmo período da safra anterior.

Segundo a companhia, o semestre foi marcado por maior eficiência operacional, redução de custos e aumento da diversificação, especialmente com incremento na produção de açúcar. Além disso, os preços mais elevados do etanol e dos coprodutos do milho contribuíram para margens mais robustas.

Produção de cana atinge recorde histórico

No segmento de cana, a CerradinhoBio alcançou o maior volume de moagem já registrado para um trimestre, totalizando 2,3 milhões de toneladas processadas.

A produtividade agrícola também apresentou evolução, passando de 79,2 t/ha para 85,7 t/ha, refletindo um avanço significativo no desempenho do campo.

Negócio de milho registra novos recordes

O braço de milho da empresa também apresentou resultados expressivos, acumulando diversos recordes de produção. Entre os destaques está a aprovação da expansão da planta da Neomille, localizada em Chapadão do Céu (GO).

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O investimento de R$ 140 milhões permitirá elevar a capacidade de moagem de cerca de 900 mil para 1,2 milhão de toneladas por safra, ampliando o alcance e a eficiência industrial da operação.

Investimentos e captações fortalecem estratégia de expansão

Em linha com sua agenda de crescimento, a companhia também confirmou a contratação de R$ 300 milhões do Fundo Clima (BNDES). Além disso, concluiu uma emissão de CRA no valor de R$ 500 milhões, com prazo final de sete anos — medidas que reforçam a estrutura financeira necessária para novos projetos e modernização das unidades.

CEO destaca maturidade operacional e avanço estratégico

Para o CEO da CerradinhoBio, Renato Pretti, os resultados refletem a execução eficiente do planejamento e a consolidação das operações.

“Tivemos uma boa primeira metade da safra, com desempenho alinhado ao esperado e operações cada vez mais sólidas. Além disso, avançamos em nossa agenda de crescimento com projetos competitivos, como a expansão da unidade de etanol de milho em Chapadão, aproveitando sinergias e financiamentos adequados ao cenário atual de juros”, afirmou o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Piscicultura em viveiros escavados cresce no Brasil com tecnologia de manejo e fortalece produção familiar

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A piscicultura brasileira segue em expansão e encontra nos viveiros escavados um dos principais sistemas de produção para pequenos e médios produtores. A adoção de tecnologias de manejo, aliada a práticas de gestão mais eficientes, tem impulsionado a produtividade e reduzido riscos na atividade aquícola.

Em 2024, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes cultivados, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O desempenho reforça o papel da piscicultura familiar, especialmente em sistemas de viveiros escavados, que concentram grande parte da produção nacional.

Tocantins se destaca na produção aquícola com espécies nativas

No recorte regional, o Tocantins registrou aproximadamente 18,1 mil toneladas de peixes cultivados em 2024, também de acordo com a PeixeBR. O estado se destaca pela produção de espécies nativas e pela forte presença de pequenos produtores na cadeia aquícola.

Esse cenário foi tema do programa Prosa Rural, da Embrapa, com base no Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados, reunindo orientações técnicas sobre manejo, produção e organização da atividade no campo.

Viveiros escavados oferecem flexibilidade produtiva ao piscicultor

De acordo com a pesquisadora Ana Paula Rodrigues, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), o principal diferencial dos viveiros escavados é a flexibilidade de intensificação do sistema produtivo.

Segundo ela, o modelo pode ser ajustado conforme a realidade do produtor, variando entre sistemas extensivo, semi-intensivo e intensivo.

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No sistema extensivo, há menor uso de ração e maior dependência de alimento natural. Já o intensivo utiliza maior densidade de estocagem e alimentação exclusivamente com ração comercial. O semi-intensivo combina características dos dois modelos e é o mais adotado na prática.

Manejo técnico e gestão elevam eficiência da produção de peixes

O Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados reúne orientações fundamentais para a atividade, incluindo construção de viveiros, qualidade da água, sanidade, alimentação e comercialização.

O material também traz ferramentas de gestão econômica e incentiva a organização coletiva dos produtores como estratégia para fortalecimento da piscicultura familiar.

A adoção de práticas técnicas contribui para reduzir perdas produtivas, melhorar o desempenho dos sistemas e aumentar a eficiência em pequenas propriedades rurais.

Controle alimentar é decisivo para rentabilidade da piscicultura

O manejo da alimentação é considerado um dos pontos mais críticos da atividade. A pesquisadora Ana Paula Rodrigues destaca a importância do controle do estoque de peixes no viveiro para ajuste correto da ração.

Segundo ela, o produtor precisa conhecer com precisão a quantidade e o peso dos animais.

“É muito importante o produtor saber quantos peixes ele tem no viveiro”, afirma a pesquisadora.

O uso de biometrias mensais e tabelas de alimentação permite ajustar a oferta de ração conforme a fase de crescimento dos peixes, garantindo maior eficiência produtiva.

Custos elevados reforçam importância da gestão na piscicultura

De acordo com o supervisor do SENAR, Vicente Neto, a piscicultura deve ser tratada como uma atividade empresarial, com foco em gestão e planejamento.

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Ele destaca cinco desafios principais: gestão da atividade, regularização fundiária, organização dos produtores, qualidade da água e manejo alimentar.

A ração pode representar até 90% do custo operacional, o que torna o controle alimentar um fator decisivo para a rentabilidade.

Organização coletiva amplia competitividade dos produtores

A formação de associações entre produtores é apontada como estratégia essencial para fortalecer a piscicultura familiar. A compra coletiva de insumos e a comercialização conjunta aumentam o poder de negociação e reduzem custos.

Segundo Vicente Neto, a falta de regularização fundiária limita o acesso ao crédito rural, enquanto a baixa organização reduz a competitividade no mercado.

O uso de ferramentas técnicas, como o manual da Embrapa, contribui para a profissionalização da atividade e melhora a tomada de decisão no campo.

Tecnologia e planejamento impulsionam piscicultura familiar no Brasil

O programa Prosa Rural reforça que o avanço da piscicultura depende da integração entre tecnologia, gestão e planejamento.

A combinação desses fatores aumenta a eficiência dos sistemas em viveiros escavados, reduz riscos produtivos e melhora a previsibilidade da atividade.

Com a modernização do manejo e o fortalecimento da organização produtiva, a piscicultura familiar se consolida como uma alternativa estratégica de geração de renda e desenvolvimento no meio rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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