AGRONEGÓCIO

Centro de Excelência em Cafeicultura Celebra um Ano de Atividades

Publicado em

O Centro de Excelência em Cafeicultura (CEC), uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Sistema Faemg Senar, completou um ano de funcionamento em Varginha, Minas Gerais, no último dia 26 de outubro. Desde sua inauguração, o centro tem se destacado por promover inovação e desenvolvimento na cafeicultura nacional, consolidando-se como um dos principais polos de ensino, pesquisa e capacitação técnica do setor. Atualmente, o CEC conta com 91 alunos matriculados no curso Técnico em Cafeicultura, que combina 80% de aulas presenciais e 20% a distância, além de 65 alunos no curso Técnico em Agronegócio, oferecido na modalidade híbrida (Educação a Distância), ambos em colaboração com o Senar Nacional.

Para 2025, o CEC planeja disponibilizar cerca de 120 novas vagas no curso Técnico em Cafeicultura e 60 no curso Técnico em Agronegócio. A expectativa é que, em um ano e meio, aproximadamente 500 alunos estejam matriculados nas diversas formações oferecidas.

O diretor do Centro, Roberto Barata, enfatiza a importância de proporcionar um ambiente onde os futuros profissionais possam explorar suas vocações e desenvolver habilidades que façam a diferença no meio rural. “Preparamos nossos alunos de forma holística, para que possam atuar em todas as etapas desta importante cadeia produtiva. Além de contar com parceiros que enriquecem o conhecimento de mercado dos alunos, temos tutores experientes, muitos dos quais também são cafeicultores”, explicou Barata.

Leia Também:  Rancho Trevo: Uma Experiência Gastronômica e Hospedagem de Excelência
Formação e Desenvolvimento do Setor

O CEC também se destaca por promover iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor em parceria com Escritórios Regionais e Sindicatos de Produtores Rurais, oferecendo capacitação para trabalhadores e produtores que desejam aprimorar suas práticas no campo. Além das formações, o Centro realiza atividades em colaboração com importantes parceiros, ampliando o alcance e os benefícios para o setor cafeeiro.

Sabrina Firmiano, aluna do Curso Técnico em Cafeicultura, ressalta a qualidade do ensino e a abrangência da formação. “O curso é muito completo e nos oferece um suporte valioso para entrarmos no mercado de trabalho com diversas oportunidades. Estudar no CEC nos proporciona conhecimentos que permitem atuar em diferentes áreas da cafeicultura. É uma experiência completa e enriquecedora”, afirmou.

Infraestrutura Moderna

O Centro de Excelência em Cafeicultura representou um investimento superior a R$ 13 milhões em infraestrutura. A área construída é de 5.100 m², localizada em um terreno de 20 mil m² doado pela Prefeitura de Varginha, e abriga oito blocos, incluindo seis salas de aula, três salas de informática e quatro laboratórios especializados em classificação, torra, moagem e degustação de café.

Leia Também:  Exportações de soja devem atingir 3,77 milhões de toneladas em novembro, aponta levantamento

As instalações ainda contam com uma biblioteca e um auditório com capacidade para 260 pessoas, onde são realizados eventos, palestras e seminários voltados ao setor. O CEC foi a terceira unidade inaugurada no âmbito do projeto de implantação de dez centros de excelência nacionais de educação profissional e tecnológica, distribuídos por diversas regiões do Brasil e voltados para as várias cadeias produtivas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

Published

on

Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia Também:  Thiago Brennand é levado ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros

A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá lamenta o falecimento da servidora Terezinha Andrade

Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA