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Cenário global do feijão: México amplia importações em 272%, enquanto Brasil avalia estratégias para o mercado

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O Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe) destaca um aumento notável nas importações de feijão pelo México, atingindo a impressionante marca de 272% em relação ao ano anterior. Tal fenômeno, atribuído a problemas climáticos previamente indicados pelo Dr. Luiz Carlos Molion desde 2019, adiciona complexidade ao cenário global do feijão.

Desafios e Dilemas na Produção Nacional

A queda no consumo de feijão no Brasil, impulsionada pela produção limitada, eleva os preços e instiga reflexões sobre estratégias para o mercado interno. A proposta de aumento na produção de feijão-carioca levanta debates, uma vez que a eventual abundância poderia resultar em preços baixos prejudicando os produtores. Alternativamente, a sugestão de venda para os estoques do governo federal também encontra discordância, levando à proposição de plantar feijões com potencial não apenas no mercado brasileiro, mas também com liquidez no mercado mundial.

A Influência da China e Mudanças nas Exportações

O complexo cenário global do feijão ganha mais nuances com a mudança de posição da China, que deixou de exportar grandes volumes para os Estados Unidos, Cuba, Venezuela e América, posicionando-se como importadora a partir de 2019. Enquanto a Argentina expande suas exportações para Venezuela, México, Cuba e Guatemala, o Brasil enfrenta uma redução nas exportações de feijão no ano passado, totalizando 139 mil toneladas, uma queda de 37% em relação a 2021 e ligeiramente superior às 135 mil toneladas do ano anterior. Paralelamente, as importações brasileiras atingiram a marca de 65 mil toneladas, destacando a necessidade de adaptação e estratégias para manter a competitividade no mercado global do feijão.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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