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Cenário climático brasileiro impulsiona valorização do café arábica em Nova York

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Na abertura das negociações desta terça-feira (5), o mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US) registrou leves altas nos principais contratos. A atenção voltada para as condições climáticas no Brasil continua a influenciar as cotações, com a previsão de escassez de chuvas nos próximos dias gerando preocupações no setor, e, consequentemente, proporcionando suporte para a valorização.

A análise mais recente do Escritório Carvalhaes destaca o aumento no volume de negócios, porém, ressalta a persistência das dificuldades nas negociações. O sobe e desce pronunciado nas cotações na ICE, aliado às incertezas climáticas, contribuem para um cenário de insegurança entre os cafeicultores.

Por volta das 09h03 (horário de Brasília), os principais contratos apresentavam movimentos positivos. Maio/24 registrava alta de 65 pontos, sendo negociado a 187,55 cents/lbp. Julho/24 apresentava valorização de 50 pontos, cotado a 185 cents/lbp. Setembro/24 registrava alta de 50 pontos, atingindo 184,25 cents/lbp, enquanto dezembro/24 apresentava valorização de 25 pontos, cotado a 183,40 cents/lbp.

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Em Londres, o café tipo conilon iniciou as operações com estabilidade, mantendo a atenção sobre os acontecimentos na Ásia. Maio/24 apresentava alta de US$ 10 por tonelada, negociado a US$ 3198. Julho/24 registrava valorização de US$ 8 por tonelada, cotado a US$ 3113. Setembro/24 apresentava alta de US$ 7 por tonelada, valendo US$ 3033, enquanto novembro/24 registrava valorização de US$ 6 por tonelada, cotado a US$ 2940.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho: clima pressiona safrinha, B3 reage e mercado físico segue travado no Brasil

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O mercado brasileiro de milho encerra o dia com sinais mistos, refletindo um cenário típico de transição entre fundamentos climáticos e dinâmica de oferta. De acordo com análise atualizada da TF Agroeconômica, o avanço nos contratos futuros na B3 contrasta com a baixa liquidez no mercado físico, onde compradores seguem cautelosos e vendedores resistem a novas quedas.

Clima muda o rumo do milho e sustenta preços na B3

A principal variável no radar dos agentes é o clima. A preocupação com o desenvolvimento da segunda safra (safrinha) ganhou força após alertas sobre falta de chuvas em importantes regiões produtoras.

A Conab destacou condições adversas em estados como Goiás e Minas Gerais, com registros de estresse hídrico. No Paraná, as temperaturas elevadas combinadas com chuvas irregulares começam a impactar o potencial produtivo, elevando o chamado “prêmio climático” nas cotações.

Esse cenário sustentou os preços na B3. O contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 68,77, com alta diária de R$ 0,56, embora ainda acumule leve recuo semanal. Já o julho de 2026 encerrou a R$ 69,82, com estabilidade no dia e ganho na semana. O setembro de 2026 avançou para R$ 72,05, refletindo maior sensibilidade às incertezas climáticas.

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Além do clima, o suporte veio também da valorização do dólar e do comportamento da Bolsa de Chicago, fatores que seguem influenciando diretamente a formação de preços no Brasil.

Mercado físico trava com baixa liquidez e cautela dos compradores

Apesar do suporte externo e climático, o mercado físico segue travado em diversas regiões do país, com poucos negócios efetivos.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com negociações pontuais. Os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual em R$ 58,18 e leve alta semanal. A menor disponibilidade em algumas áreas, a recomposição de estoques e a disputa por fretes ajudam a evitar quedas mais acentuadas.

Em Santa Catarina, o impasse entre vendedores e compradores continua limitando os negócios. As pedidas giram próximas de R$ 75,00, enquanto as ofertas permanecem ao redor de R$ 65,00. No Planalto Norte, as cotações oscilam entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca, sem avanços relevantes.

No Paraná, a pressão recente reforçou a postura defensiva do mercado. As indicações estão próximas de R$ 65,00, enquanto a demanda se posiciona em torno de R$ 60,00 CIF, ampliando o spread e dificultando o fechamento de negócios.

Oferta pressiona no Centro-Oeste, mas bioenergia limita quedas

No Mato Grosso do Sul, a maior disponibilidade de milho voltou a pressionar os preços, que variam entre R$ 53,96 e R$ 55,30 por saca. A entrada mais intensa de oferta no mercado físico mantém o viés negativo no curto prazo.

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Por outro lado, o setor de bioenergia segue atuando como importante canal de absorção da produção, ajudando a equilibrar parcialmente o mercado. Ainda assim, esse fator não tem sido suficiente para alterar de forma significativa o cenário de preços no curto prazo.

Perspectiva: clima segue como principal driver

A análise da TF Agroeconômica indica que o mercado deve continuar altamente sensível às condições climáticas nas próximas semanas. A definição do potencial produtivo da safrinha será determinante para o comportamento dos preços, especialmente na B3.

Enquanto isso, o mercado físico tende a permanecer com baixa liquidez, à espera de maior clareza sobre a oferta e de melhores oportunidades de negociação.

Em resumo, o milho no Brasil vive um momento de transição: sustentado pelo risco climático nos futuros, mas ainda travado pela cautela e pela dinâmica de oferta no mercado físico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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