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Cecafé promove evento na União Europeia para comprovar que café brasileiro atende ao regulamento de produtos livres de desmatamento

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) realizará, no dia 25 de abril, em Bruxelas, um evento para apresentar a “Plataforma de Monitoramento Socioambiental Cafés do Brasil” a autoridades europeias. O encontro, realizado em parceria com a Missão do Brasil junto à União Europeia, tem como objetivo reforçar que o café brasileiro segue os padrões socioeconômicos e ambientais exigidos pelo Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, em inglês).

Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, disse que a entidade pretende demonstrar, por meio de dados estratégicos, que o café brasileiro possui um risco insignificante de desmatamento. A plataforma, desenvolvida em parceria com a Serasa Experian, apresenta informações detalhadas que comprovam a conformidade do produto brasileiro com o regulamento europeu. Durante o evento, será possível alinhar com a Comissão Europeia e outras autoridades competentes a melhor forma de apresentação dessas informações.

Discussões sobre Flexibilização e Abertura de Diálogo

O evento contará com a participação de representantes europeus, e Matos planeja questionar a nova legislação sobre a necessidade de flexibilização das regras, solicitando maior detalhamento e uma extensão do período de adaptação para os países que ainda não estão preparados para o cumprimento do regulamento. Ele também mencionou a importância de reconhecer os sistemas de informações brasileiros, como a plataforma do Cecafé, como fontes oficiais para garantir a conformidade ao EUDR.

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Outro tema importante é o respeito às leis dos países de origem, como o Código Florestal brasileiro, e os direitos constitucionais relacionados ao uso da terra. Matos ressalta que a plataforma do Cecafé pode demonstrar que o café brasileiro não contribui para o desmatamento e, portanto, deve ser considerado para exclusão da lista de produtos regulados pelo EUDR.

Uma Semana de Encontros Estratégicos

Para reforçar o compromisso do café brasileiro com a sustentabilidade, Matos terá uma semana de reuniões e encontros importantes. Além do evento principal, ele se encontrará com representantes da Comissão Europeia e membros do European Food Forum (EFF), um grupo independente que promove o diálogo sobre sistemas alimentares sustentáveis. Matos também participará de reuniões com diplomatas brasileiros na União Europeia, além de encontros com consultores e chefes de cooperação da UE.

Ao final da semana, Matos visitará o edifício principal da União Europeia para conhecer membros-chave das comissões do bloco. O objetivo é estabelecer um canal de diálogo contínuo com essas autoridades, demonstrando o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e a conformidade do café brasileiro com o regulamento europeu.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Importação recorde de fertilizantes no Brasil em 2025 não impede alta de custos na produção agrícola

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O Brasil registrou em 2025 um novo recorde na importação de fertilizantes, alcançando 45,5 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço no volume importado, o cenário não trouxe alívio significativo aos custos de produção no campo, que continuam elevados e sensíveis às oscilações do mercado internacional.

O resultado confirma a forte dependência do agronegócio brasileiro de insumos externos e reforça a importância do planejamento estratégico de compra por parte dos produtores rurais, especialmente em culturas de grande escala como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e café.

Brasil bate recorde de importação de fertilizantes

De acordo com a Conab, o volume importado em 2025 superou o recorde anterior de 2024, quando o país havia adquirido 44,28 milhões de toneladas. O crescimento foi de 1,22 milhão de toneladas, equivalente a alta de 2,68% na comparação anual.

O desempenho reforça a relevância dos fertilizantes na sustentação da produção agrícola nacional, mas também evidencia a exposição do setor às condições do mercado global, incluindo preços internacionais, logística marítima e variações cambiais.

Portos concentram entrada de fertilizantes e Arco Norte ganha espaço

A entrada dos insumos segue concentrada nos principais corredores logísticos do país. O Porto de Paranaguá liderou as importações em 2025, com 10,89 milhões de toneladas movimentadas.

Em seguida aparecem o Porto de Santos, com 8,42 milhões de toneladas, e os portos do Arco Norte, que somaram 8,27 milhões de toneladas no período.

O crescimento da participação do Arco Norte chama atenção por indicar uma mudança gradual na logística de distribuição de fertilizantes no Brasil, aproximando o fluxo de insumos das novas fronteiras agrícolas e também das rotas de exportação de grãos.

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Fertilizantes seguem como principal fator de custo no campo

Mesmo com maior oferta disponível, o fertilizante continua entre os principais componentes do custo de produção agrícola. Isso ocorre porque o preço final pago pelo produtor é influenciado por múltiplos fatores, como câmbio, frete internacional, logística interna, crédito rural e momento da compra.

Na prática, a variação do preço dos adubos impacta diretamente a rentabilidade das lavouras. Quando os insumos sobem, o produtor precisa de mais sacas de soja ou milho para cobrir o mesmo custo de produção, comprimindo margens em cenários de preços agrícolas mais baixos.

Timing de compra influencia custo da safra 2025/2026

Um levantamento do Projeto Campo Futuro, realizado pela CNA/Senar em parceria com o Cepea/Esalq, mostra que o momento da compra dos fertilizantes foi decisivo para o custo da safra 2025/2026 em diversas regiões do país.

Segundo o estudo, produtores que adiaram a aquisição de insumos entre janeiro e abril e realizaram compras entre maio e julho enfrentaram aumento expressivo nos custos de adubação, em alguns casos superiores a 18%.

A postergação das compras coincidiu com um período de preços mais altos no mercado, ampliando o impacto sobre o orçamento das propriedades rurais.

Diferença de custos varia entre regiões produtoras

O levantamento apontou variações relevantes no custo da adubação em diferentes polos agrícolas do país:

  • Carazinho (RS): alta de 6,11%, com o formulado 02-23-23 passando de R$ 858,00 para R$ 910,50 por hectare
  • Cascavel (PR): aumento de 8,5%, com o 02-20-20 subindo de R$ 820,20 para R$ 889,90 por hectare
  • Rio Verde (GO): alta de 7,78% no uso de cloreto de potássio e supersimples
  • Sorriso (MT): crescimento de 5,13% no formulado 00-18-18
  • Maracaju (MS): maior variação do estudo, com aumento de 18,27% no custo com MAP e cloreto de potássio
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Em Maracaju, o impacto foi mais expressivo. Para uma propriedade de 1.000 hectares, o custo adicional estimado ultrapassou R$ 216 mil, equivalente a cerca de 1.963 sacas de soja.

Pressão de custos afeta rentabilidade e decisão do produtor

O aumento no custo dos fertilizantes exige maior produtividade ou preços mais altos de venda para manter a rentabilidade das lavouras. No entanto, variáveis como clima, câmbio, demanda global e condições de mercado dificultam o controle dessas margens pelo produtor.

Diante disso, o planejamento de compras de insumos se tornou uma decisão estratégica dentro do sistema produtivo. A compra antecipada pode reduzir riscos de alta de preços, mas exige maior capital ou acesso a crédito. Já a compra tardia preserva o caixa no curto prazo, porém aumenta a exposição à volatilidade do mercado.

Dependência externa segue como desafio estrutural do setor

O recorde de importação reforça a forte integração do Brasil ao mercado global de fertilizantes. Embora isso garanta abastecimento em larga escala, também aumenta a vulnerabilidade do país a choques externos, como conflitos geopolíticos, variações cambiais e problemas logísticos internacionais.

O Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir essa dependência no longo prazo, mas especialistas destacam que os efeitos dessa estratégia são estruturais e não alteram o cenário imediato enfrentado pelo produtor rural.

Enquanto isso, o custo dos insumos segue como um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro na safra 2025/2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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