AGRONEGÓCIO

Cecafé Lança Página Informativa sobre o EUDR e o Comércio de Café Brasileiro

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) lançou uma nova landing page dedicada ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). Esta plataforma tem como objetivo facilitar a compreensão das novas regras e suas implicações para o comércio de café brasileiro, oferecendo informações detalhadas e respostas a perguntas frequentes direcionadas a produtores, exportadores e importadores.

A União Europeia é o maior bloco importador de cafés do Brasil, representando 47,3% das exportações do produto entre janeiro e julho de 2024. Com a implementação do EUDR, que será mais rigoroso a partir do próximo ano como parte do Pacto Verde Europeu, o Cecafé busca esclarecer todos os aspectos dessa nova legislação aos envolvidos na cadeia produtiva.

O EUDR exige, entre outras coisas, que sejam informadas as geolocalizações das propriedades de origem do café e que as empresas europeias realizem a devida diligência ao longo de suas cadeias de abastecimento. O objetivo é garantir que produtos originados de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020 não sejam importados e comercializados na Europa.

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Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, destaca que, apesar dos desafios impostos pelo novo regulamento, o Brasil está se esforçando para atender às demandas do mercado europeu. O país busca garantir o abastecimento com cafés de diversas qualidades, produzidos de maneira sustentável e com respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Silvia Pizzol, diretora de Sustentabilidade do Cecafé, ressalta que a transparência nas boas práticas socioambientais das regiões cafeeiras brasileiras é uma oportunidade para demonstrar que o café do Brasil está na vanguarda da sustentabilidade global. O Cecafé lidera a defesa do café brasileiro no exterior e promove a conscientização interna por meio de campanhas digitais informativas sobre o EUDR.

A nova página também apresenta a parceria do Cecafé com a Serasa Experian. Por meio da plataforma Smart ESG, os exportadores brasileiros podem verificar e monitorar informações socioambientais das propriedades rurais, garantindo que atendam aos requisitos do EUDR e possibilitando a extração de dados de geolocalização.

Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, explica que, embora o EUDR se aplique apenas aos operadores econômicos europeus, as novas exigências de importação terão impacto sobre todos os elos da cadeia produtiva, incluindo produtores e exportadores. A informação sobre a geolocalização do café deve acompanhar o produto ao longo de toda a cadeia de comercialização.

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A nova landing page do Cecafé, que oferece informações essenciais sobre o EUDR e detalha como o Brasil está se adaptando às novas regulamentações, está disponível em www.cecafe.com.br/eudr.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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