AGRONEGÓCIO

Cavalo Crioulo Gera R$ 400 Milhões para a Economia em 2024

Publicado em

Em coletiva realizada na manhã de segunda-feira, 2 de dezembro, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) divulgou os números que refletem o impacto da raça na economia nacional em 2024. De acordo com a entidade, a movimentação econômica gerada pela raça, incluindo leilões e atividades relacionadas, alcançou aproximadamente R$ 400 milhões.

Daniel Gonçalves, vice-presidente de Comunicação da ABCCC, apresentou o balanço das atividades da raça, destacando o crescimento das exposições morfológicas, que registraram um aumento de 42% no número de inscrições. As Prévias Morfológicas, que classificam animais para a Morfologia da Expointer, cresceram 93%. “Este ano, implementamos a criação das Passaportes de Primavera, incluindo eventos no interior, e também vamos introduzir um ranking para seletivas organizadas exclusivamente pelos Núcleos de Criadores, ampliando o acesso às grandes finais em Esteio (RS)”, afirmou Gonçalves.

Em relação ao mercado de comercialização, a ABCCC, com dados cedidos pelo Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler), revelou que até novembro de 2024, cerca de R$ 110 milhões foram gerados com a venda de quase 5 mil animais em 200 remates. A média de venda dos animais foi de R$ 22 mil, com 85% das transações ocorrendo no Rio Grande do Sul, que concentra a maior parte da manada de Cavalos Crioulos.

Leia Também:  Debate sobre sites de apostas opõe dados de economia e saúde

O presidente da ABCCC, César Hax, destacou a relevância da raça para a economia do Estado. “Embora o valor estimado de movimentação seja de R$ 400 milhões, acredito que o total se aproxime de R$ 500 milhões, considerando que 85% dessa movimentação está no Rio Grande do Sul. A raça Crioula ocupa um papel de destaque no setor agropecuário gaúcho”, avaliou Hax.

Ele também mencionou o impacto dos eventos da raça na geração de empregos e na economia local, especialmente em Esteio, onde os principais eventos são realizados. “Em cada ciclo de provas, movimentamos no mínimo 350 animais por evento, e, em algumas ocasiões, esses eventos acontecem a cada 15 dias. A contribuição social da ABCCC vai além da competição, impactando positivamente a comunidade local”, completou.

Além disso, a direção da ABCCC apresentou um projeto de marketing que visa aproximar a comunidade de Esteio da cultura do Cavalo Crioulo. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a ABCCC planeja ações para envolver as escolas municipais de Esteio, permitindo que as crianças conheçam a raça e a cultura gaúcha através do Freio de Ouro, atualmente considerado Patrimônio Cultural Brasileiro.

Leia Também:  Bolsa Família é apontado como programa mais importante para a economia

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

Published

on

Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

Leia Também:  Koppert e Embraer unem forças para certificar pulverização aérea de biodefensivos no Brasil

A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

Leia Também:  Juros altos podem trazer problemas fiscais à economia, diz Haddad
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA