AGRONEGÓCIO

Cautela no Mercado Doméstico de Café Prevista para Quarta-feira

Publicado em

O mercado físico brasileiro de café deve enfrentar uma quarta-feira de cautela nas negociações. A Bolsa de Nova York apresenta operações em baixa, enquanto o dólar avança em relação ao real. Diante desse cenário contraditório, os produtores tendem a se mostrar mais cautelosos, aguardando um posicionamento mais favorável.

Na terça-feira (29), o mercado físico registrou preços em queda, acompanhando a desvalorização do café arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres. A valorização do dólar limitou, no entanto, o impacto dessas perdas no Brasil. Segundo a Safras Consultoria, a comercialização, que já se encontrava lenta na segunda-feira devido às altas nas bolsas, praticamente estagnou na terça, com vendedores se afastando das negociações.

Em Minas Gerais, os preços do café arábica bebida boa com 15% de catação variaram entre R$ 1.515,00 e R$ 1.520,00, em comparação aos R$ 1.525,00 e R$ 1.530,00 registrados no dia anterior. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.525,00 e R$ 1.530,00, contra os R$ 1.535,00 e R$ 1.540,00 do dia anterior.

Leia Também:  Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência começa nesta terça-feira (23)

O café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, foi cotado entre R$ 1.240,00 e R$ 1.245,00 a saca, em comparação aos R$ 1.250,00 e R$ 1.255,00 do dia anterior. Em Vitória, Espírito Santo, o conilon tipo 7 foi negociado entre R$ 1.400,00 e R$ 1.405,00 a saca, enquanto o 7/8 foi cotado entre R$ 1.390,00 e R$ 1.395,00.

Exportações Brasileiras de Café

No que tange às exportações, o Brasil embarcou, até o momento, 4.009.385 sacas de 60 quilos de café em grão em outubro de 2024, considerando 19 dias úteis, o que resulta em uma média diária de 211.020 sacas e uma receita de US$ 1,124 bilhão (média diária de US$ 59,185 milhões). O preço médio por saca atingiu US$ 280,47.

Esses números representam um aumento de 54,7% na receita média diária em comparação a outubro de 2023, que registrou US$ 38,264 milhões. Além disso, o volume médio diário exportado é 6,6% superior ao do mesmo mês do ano anterior, que foi de 197.917 sacas diárias. O preço médio, por sua vez, é 45,1% maior em relação a outubro do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Leia Também:  Comissão de Agricultura aprova projeto que garante uso de propriedades rurais durante processos da Funai
Informações do Mercado Internacional

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos com entrega em dezembro de 2024 apresentaram uma queda de 0,70%, cotados a 246,35 centavos de dólar por libra-peso. A posição para dezembro/2024 fechou a terça-feira a 248,10 centavos de dólar por libra-peso, com uma baixa de 4,25 centavos, ou 1,7%.

Em relação ao câmbio, o dólar comercial subiu 0,28%, sendo negociado a R$ 5,7787, enquanto o Dollar Index apresentou alta de 0,10%, atingindo 104,42 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas asiáticas encerraram suas atividades de forma mista, com Xangai apresentando queda de 0,61% e o Japão com alta de 0,96%. Na Europa, os mercados operam em baixa, com Paris caindo 1,55%, Frankfurt -1,27% e Londres -0,65%. O petróleo, por sua vez, opera em alta, com o WTI para dezembro negociado a US$ 68,54 o barril, um aumento de 1,97%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

Published

on

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

Leia Também:  Mutirão para renegociar dívidas termina nesta sexta-feira

INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

Leia Também:  Feijão caupi e açaí são contemplados em bônus da PGPAF calculados pela Conab

Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA