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Cautela dos frigoríficos estabiliza mercado e mantém preços da carne suína predominantemente neutros

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O mercado de carne suína apresentou estabilidade ou leve retração nos preços ao longo da última semana, tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia, o setor registrava uma tendência mais acentuada de queda, que acabou perdendo força com o passar dos dias.

“A conduta dos frigoríficos nas negociações para aquisição de animais se manteve inalterada, refletindo uma postura cautelosa, à espera de sinais de recuperação no mercado atacadista”, afirmou o especialista.

Maia destacou ainda que o foco dos agentes do setor está voltado para o comportamento do consumo nas próximas semanas. Ele ressaltou que a expectativa é de melhora, impulsionada pela recomposição financeira das famílias, maior atratividade da carne suína após os recentes recuos nos preços e efeitos residuais da demanda gerada pela Páscoa — fatores que podem favorecer o processo de reposição.

Outro ponto positivo apontado pelo analista foi o desempenho das exportações brasileiras de carne suína, que continuam em alta e contribuem para o ajuste da oferta interna.

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Preços

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, o preço médio nacional do quilo do suíno vivo permaneceu estável na semana, fixado em R$ 7,45. O valor médio pago pelos cortes de pernil no atacado também se manteve inalterado em R$ 13,38, enquanto a média da carcaça registrou leve queda, passando de R$ 11,69 para R$ 11,61.

A análise semanal também mostrou estabilidade na arroba suína em São Paulo, fixada em R$ 153,00. No Rio Grande do Sul, o quilo do suíno vivo manteve-se em R$ 6,60 na integração e em R$ 7,95 no mercado independente.

Em Santa Catarina, o preço na integração permaneceu em R$ 6,60, enquanto no mercado livre houve recuo de R$ 7,70 para R$ 7,65. No Paraná, o valor do quilo vivo caiu de R$ 7,80 para R$ 7,75 no mercado independente, enquanto na integração seguiu em R$ 6,65.

No Mato Grosso do Sul, os preços se mantiveram estáveis: R$ 7,30 em Campo Grande e R$ 6,60 na integração. Em Goiânia, houve valorização, com o quilo vivo passando de R$ 7,50 para R$ 7,70. Já no interior de Minas Gerais, o valor permaneceu em R$ 8,00 e no mercado independente, em R$ 8,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis foi mantido em R$ 7,45, e na integração estadual, em R$ 7,05.

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Exportações

As exportações brasileiras de carne suína in natura renderam US$ 182,105 milhões nos 13 primeiros dias úteis de março, com média diária de US$ 14,008 milhões. No período, foram embarcadas 72,597 mil toneladas, resultando em uma média diária de 5,584 mil toneladas. O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 2.508,40.

Em comparação com março de 2024, houve aumento de 56,5% no valor médio diário exportado, crescimento de 41,8% no volume médio diário e elevação de 10,4% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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