AGRONEGÓCIO

Castrolanda apresenta faturamento de R$ 6,7 bilhões em 2023 durante AGO

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A Cooperativa Castrolanda, com sede no município de Castro (PR), apresentou aos associados o balanço financeiro referente ao ano de 2023. Os dados foram divulgados durante a 73ª Assembleia-Geral Ordinária (AGO), realizada ao final de fevereiro. A cooperativa alcançou a marca de R$ 6,7 bilhões de faturamento bruto e distribuirá R$ 57,4 milhões de sobras aos cooperados. A proposta de distribuição foi aprovada por unanimidade durante o encontro.

O faturamento bruto é 7,4% menor que os R$ 7,2 bilhões registrados em 2022. O faturamento foi impactado principalmente pela queda dos preços das commodities e insumos agrícolas e pela venda da Unidade Industrial de Carnes (UIC), onde era produzida a marca Alegra, à catarinense Aurora Coop. A planta pertencia à Unium, marca da intercooperação integrada também pelas cooperativas da região, Frísia e Capal. A operação e administração da unidade estava sob a responsabilidade da Castrolanda.

Diretor-executivo da companhia, Seung Lee destaca a solidez da Castrolanda frente aos desafios do mercado. “O mais importante é que a cooperativa se mantém financeiramente sólida frente às incertezas e inconstâncias do mercado. Mesmo diante das dificuldades, a Castrolanda seguiu agregando valor aos seus cooperados, reforçando sua segurança financeira para dar segurança e auxiliar no sucesso dos negócios dos produtores”, conta.

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Em relação ao quadro funcional, a Castrolanda encerra o exercício de 2023 com 1.258 cooperados ativos. O valor é 5% maior que os 1.197 registrados ao final do ano de 2022. Além disso, são 2.224 colaboradores apoiando os negócios de cooperados nas 28 unidades da Castrolanda espalhadas pelos estados do Paraná e São Paulo.

Produção

Os dados de produtividade da cooperativa também foram divulgados durante a AGO. A cadeia leiteira, por exemplo, atingiu a marca de 504 milhões de litros produzidos – um recorde para a Castrolanda. O valor é 6,7% maior que o 472 milhões de litros de leite produzidos no ano passado.

No mercado agrícola, foram 708 mil toneladas de grãos produzidas no ano passado – outro recorde da cooperativa. A safra é 2,9% maior que as 687 mil toneladas registrada em 2022. A Castrolanda ainda registrou a produção de 53,3 mil toneladas de carne suína; 588,5 mil toneladas de ração nas unidades de Castro e Piraí do Sul, 24,3 mil toneladas de sementes industriais; 82,9 mil toneladas de batata consumo e outras 11,6 mil toneladas de batata semente. Na ovinocultura, foram 189 toneladas de carne produzidas.

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Fonte: Castrolanda

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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