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Cargill e Embrapa Firmam Parceria para Monitorar Emissões de Metano e Reduzir Desperdício na Pecuária de Corte

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O setor de proteína animal, incluindo a pecuária de corte, tem se dedicado cada vez mais ao compromisso de mensurar as emissões de gases de efeito estufa e diminuir o desperdício de nutrientes. Um exemplo desse avanço é a parceria estabelecida entre a Cargill e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que recentemente anunciou uma colaboração no laboratório de pesquisa localizado em Juiz de Fora (MG). A partir do uso de câmaras respiratórias climatizadas, especialistas da Cargill, em conjunto com pesquisadores do setor, poderão realizar medições mais precisas das emissões de gases, particularmente o metano, durante o processo de digestão dos ruminantes.

Esse avanço tecnológico tem o potencial de contribuir, a médio e longo prazo, com a redução do desperdício de nutrientes na alimentação dos rebanhos, impactando positivamente tanto a saúde animal quanto a produtividade do setor. “A Cargill tem um compromisso com o produtor rural, e para mantermos essa parceria, buscamos colaborações que agreguem valor aos negócios, ao meio ambiente e à sociedade. Nosso apoio técnico à redução de gases de efeito estufa atingiu um novo nível de qualidade e inovação, promovendo um entendimento mais aprofundado das necessidades do setor”, afirmou Pedro Veiga, Consultor Técnico Sênior de Carne Bovina da Cargill.

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Embora já existam outros equipamentos disponíveis no mercado, as câmaras respiratórias climatizadas representam um avanço significativo por permitirem a medição de uma gama mais ampla de gases. Segundo Veiga, essa tecnologia é considerada um “divisor de águas”, proporcionando uma medição mais precisa e detalhada, o que eleva o nível da pesquisa no campo das emissões na pecuária.

Do lado da Embrapa, a parceria traz benefícios no sentido de acelerar o desenvolvimento de soluções científicas para o setor. A utilização das câmaras respiratórias permite o controle climático individualizado, oferecendo aos pesquisadores a capacidade de testar diversas dietas para ruminantes em diferentes regiões do Brasil. “Os aditivos alimentares que mitigam o metano entérico são uma estratégia importante para sistemas de produção mais eficientes. Avaliar esses insumos em condições locais é um passo fundamental para garantir a adoção adequada dessa tecnologia pelo setor produtivo”, explica Thierry Tomich, Líder de Pesquisa em Produção Pecuária Sustentável da Embrapa Gado de Leite.

A exclusividade no acesso às câmaras respiratórias climatizadas é uma vantagem estratégica para a Cargill, que, ao apoiar seus clientes no avanço de seus compromissos sustentáveis, reforça seu diferencial na produção de alimentos de forma segura, responsável e alinhada com as melhores práticas ambientais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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