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Capim Dunamis Plantado com Drones em Áreas de Alta Declividade: Solução Inovadora para Pastagens em Terrenos Inclinados

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Nos últimos anos, o uso de drones no agronegócio tem promovido transformações significativas, especialmente na pecuária, com a possibilidade de superar desafios tradicionais, como o plantio de capim em áreas de alta declividade. Essas regiões, com terrenos íngremes, eram historicamente difíceis de manejar, especialmente em pastagens onde o uso de tratores é inviável. Contudo, com a introdução de aeronaves remotamente pilotadas, tarefas como a distribuição de sementes e a dessecação de vegetação agora são realizadas de forma eficiente, proporcionando aumento na produtividade de carne e leite, sobretudo em pastagens de capim gordura.

Um experimento conduzido pelo professor Caetano Marciano, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na área rural de Ponte Nova, em Minas Gerais, comprovou a viabilidade e os benefícios desse novo método. O ensaio foi realizado no início de 2024, com o uso de glifosato para dessecação da vegetação existente e o plantio de capim Dunamis a lanço, utilizando drones para distribuir as sementes. Mesmo com apenas 200 mm de chuvas após o plantio, as sementes germinaram e as plantas cresceram bem, resultando em uma rebrota impressionante após o retorno das chuvas em outubro, com fechamento total do solo em apenas 30 dias.

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Ronaldo Custódio Lourenço, funcionário da propriedade, comentou os resultados: “O método foi muito eficaz em áreas de morro, onde o solo não pode ser preparado de maneira convencional. Mesmo sem preparo do solo, as sementes germinaram bem sobre a massa morta da vegetação que foi dessecada.” A utilização de herbicidas para a dessecação e o lançamento das sementes sem a necessidade de preparo do solo demonstraram ser uma abordagem inovadora, que garante boa cobertura do solo e alta produtividade.

A produtividade e a aceitação do capim Dunamis pelo gado têm sido notáveis, com um desempenho nutricional superior e um desenvolvimento surpreendente da pastagem. A tecnologia de drones, que permite o plantio em terrenos inclinados, foi validada para a implantação de pastagens de braquiária híbrida, atendendo a todos os requisitos legais e ambientais, com ênfase nas práticas de conservação do solo e segurança.

A Dunamis, pioneira nesse novo modelo de manejo de pastagem, está se consolidando como uma solução estratégica para a pecuária brasileira. “Esta braquiária tem grande potencial de se espalhar pelo Brasil. O resultado foi excelente, e nosso pasto tem se mostrado altamente produtivo”, conclui Ronaldo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mato Grosso lidera produção de soja sustentável e leva Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

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O Brasil consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais em produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em comparação ao ano anterior.

O avanço demonstra o fortalecimento das práticas sustentáveis no campo e amplia a capacidade brasileira de atender mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Mato Grosso mantém liderança nacional em soja certificada

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso segue na liderança da certificação RTRS. O estado contabiliza mais de 1,22 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas de soja sustentável.

O desempenho mato-grossense reforça a importância do estado para o abastecimento dos mercados internacionais que demandam produtos com rastreabilidade e garantia de produção responsável.

Segundo a RTRS, a liderança é resultado da combinação entre elevada escala produtiva, infraestrutura logística estratégica e forte atuação de empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade agrícola.

Logística e inovação impulsionam certificação

De acordo com Cid Sanches, consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional da RTRS no Brasil, o avanço da certificação em Mato Grosso também está ligado à presença de agentes multiplicadores e ao perfil empresarial dos produtores rurais.

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A atuação de empresas como a Amaggi e de iniciativas regionais de capacitação tem contribuído para ampliar a adesão ao programa.

Outro diferencial está na logística. Grande parte da soja destinada ao mercado europeu é exportada pelos portos do Arco Norte, incluindo Santarém, Manaus e Belém, fator que fortalece a competitividade da produção certificada.

Além disso, o estado reúne produtores com alto grau de profissionalização e maior predisposição à adoção de tecnologias, inovação e processos de certificação.

Matopiba ganha força na agricultura sustentável

Além de Mato Grosso, os estados do Matopiba seguem ampliando sua participação na produção de soja certificada.

Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre os cinco maiores produtores RTRS do país, consolidando a região como uma das principais fronteiras da agricultura sustentável brasileira.

Segundo a RTRS, a predominância de grandes propriedades agrícolas favorece ganhos de escala e torna a implementação da certificação mais eficiente, permitindo que cada unidade produtiva represente um volume expressivo de área certificada.

Brasil ainda tem espaço para ampliar área certificada

Apesar do crescimento expressivo, a certificação RTRS ainda representa uma parcela relativamente pequena da área total cultivada com soja no país.

A entidade avalia que estados da Região Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem potencial para ampliar significativamente sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde cooperativas agrícolas vêm desempenhando papel importante na expansão da certificação.

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Para a RTRS, o avanço da soja sustentável envia uma mensagem clara ao mercado internacional: o Brasil possui capacidade de ampliar a oferta de soja produzida sob critérios rigorosos de sustentabilidade sempre que houver demanda.

Ranking dos estados com maior produção RTRS em 2025
  • 1º Mato Grosso
    • Produção: 4,91 milhões de toneladas
    • Área certificada: 1.228.631 hectares
  • 2º Maranhão
    • Produção: 938 mil toneladas
    • Área certificada: 219.108 hectares
  • 3º Piauí
    • Produção: 820,5 mil toneladas
    • Área certificada: 181.568 hectares
  • 4º Goiás
    • Produção: 525 mil toneladas
    • Área certificada: 114.685 hectares
  • 5º Bahia
    • Produção: 388,3 mil toneladas
    • Área certificada: 91.654 hectares
Soja sustentável fortalece competitividade brasileira

O crescimento contínuo da certificação RTRS demonstra que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia do agronegócio brasileiro. Com mais de 2 milhões de hectares certificados, o país reforça sua posição como fornecedor global de soja produzida com responsabilidade ambiental, social e econômica, ampliando oportunidades comerciais e agregando valor à produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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