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Capal Realiza o Tec Campo Verão em 7 Cidades do PR e SP para Cooperados

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A Capal Cooperativa Agroindustrial, com o apoio da Fundação ABC, realizou o tradicional evento Tec Campo Verão, voltado para seus cooperados. O objetivo é apresentar os resultados de pesquisas e experimentos voltados ao desenvolvimento da agricultura, com ênfase nas culturas de soja e milho. As iniciativas ocorreram em sete cidades nos estados do Paraná e São Paulo, reunindo mais de 430 cooperados.

No Paraná, os eventos aconteceram nos municípios de Arapoti, Wenceslau Braz e Curiúva, enquanto em São Paulo, os eventos ocorreram em Taquarituba, Taquarivaí e Itaberá. Ao final do mês, o Tec Campo será realizado em Jacarezinho/PR e nas cidades vizinhas.

A Capal enfatiza a importância de promover os eventos em diferentes localidades para garantir que o conteúdo e as demonstrações em campo sejam adaptados às particularidades de cada região, considerando aspectos como solo e clima. Durante as apresentações, os produtores tiveram a oportunidade de conhecer as cultivares de soja mais adequadas às suas propriedades e participar de palestras sobre temas como o período ideal de plantio, manejo de produtos, controle de pragas e doenças, aumento da produtividade e mecanização agrícola.

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José Carlos Tonon, cooperado de Taquarituba/SP, ressaltou a relevância dos eventos para o aprimoramento contínuo do conhecimento dos produtores. “Nós, produtores rurais, precisamos estar sempre por dentro das novidades. Por isso, buscamos participar de todos os Tec Campos para conhecer as inovações do setor. Em tempos de altos custos de produção, é essencial encontrar maneiras de produzir mais com menos. Esses eventos da Capal têm sido fundamentais, esclarecendo dúvidas e contribuindo para a produtividade”, destacou Tonon.

Elderson Ruthes, pesquisador responsável pelo setor de Entomologia da Fundação ABC, destacou a importância da interação entre pesquisadores e cooperados. “Eventos como o Tec Campo estreitam o relacionamento entre o produtor e o pesquisador. É uma oportunidade única para esclarecer dúvidas, aprender sobre o que está acontecendo no campo e compartilhar conhecimentos”, afirmou Ruthes.

Tendências e Inovações no Campo

Durante o evento, o pesquisador compartilhou dados sobre pesquisas recentes, incluindo o uso de produtos biológicos no manejo de nematóides na soja e no controle da cigarrinha do milho. “Há mais de 15 anos realizamos pesquisas com produtos biológicos e, com isso, buscamos identificar quais produtos podem ser aplicados para aprimorar as práticas agrícolas”, acrescentou o pesquisador.

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Outros Eventos Técnicos

Além do Tec Campo, a Capal tem promovido uma série de eventos técnicos desde o início do ano. Entre eles, os Dias de Campo e as Reuniões de Planejamento da Safra de Inverno, que discutiram boas práticas no manejo agropecuário e apresentaram inovações para a produção de silagem e culturas de inverno.

Em janeiro, ocorreram Dias de Campo em Arapoti e Curiúva/PR, com foco nos híbridos de milho. Além disso, as Reuniões de Planejamento da Safra de Inverno aconteceram em quatro unidades da cooperativa, reunindo cerca de 200 cooperados. Os encontros abordaram temas como clima, sistemas de produção e mecanização agrícola, fornecendo informações essenciais para as decisões da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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