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Capal Fomenta Avanços Genéticos em SP com Projeto de Inseminação Artificial

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Com o objetivo de promover o aumento da produtividade e rentabilidade de seus associados na bovinocultura de leite, a Capal Cooperativa Agroindustrial, em colaboração com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) de São Paulo, regional de Itapeva, vem desenvolvendo há quase um ano um projeto de inseminação artificial (IA) junto a pequenos produtores de leite da região de Itararé (SP).

Após um período de capacitação, oferecido pela CATI a cooperados, seus filhos e funcionários de propriedades rurais, a Capal já começa a colher os primeiros resultados positivos da adoção da IA, com o nascimento de animais saudáveis e geneticamente superiores.

Primeiros Resultados

Um dos exemplos de sucesso do projeto é a bezerra Amora, nascida na propriedade do cooperado Mário de Oliveira e seu filho Matheus Cleto de Oliveira, em Itararé. Amora, que veio ao mundo com 39 kg, apresenta excelente qualidade genética, resultado direto da aplicação correta da técnica de inseminação artificial. Animado com os resultados, o criador afirma que pretende intensificar o uso da IA para melhorar ainda mais o rebanho.

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Matheus Cleto de Oliveira já utilizava a inseminação artificial na propriedade, mas, até então, todo o processo era conduzido apenas por seu pai, Mário. Com o objetivo de aumentar a eficiência das operações, Matheus decidiu participar do curso oferecido pela Capal e CATI, qualificando-se como mais um inseminador da propriedade. Com a IA, o produtor relata maior agilidade no manejo e a criação de um plantel com genética superior, o que tem contribuído para aumentar a qualidade e produtividade da cadeia leiteira local.

Parceria e Capacitação

O projeto teve início após uma equipe técnica da Capal participar de um Dia de Campo organizado pelo Sebrae de Itararé, com palestras da CATI Regional Itapeva. A partir desse contato, foi firmada a parceria entre a cooperativa e a CATI para implementar a inseminação artificial. A Capal ficou responsável por fornecer a infraestrutura necessária, enquanto a CATI e a cooperativa cuidaram da parte técnica. As aulas práticas ocorreram na Fazenda Pilão de Pedra, pertencente ao cooperado Guilherme Guizzi, onde os participantes puderam aplicar diretamente o conhecimento adquirido.

O projeto de inseminação artificial representa um avanço significativo para os pequenos produtores de leite da região, possibilitando não apenas maior produtividade, mas também a melhoria da qualidade genética dos rebanhos, promovendo, assim, o fortalecimento da atividade leiteira local.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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