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Capacidade de Processamento de Oleaginosas Ultrapassa 72 Milhões de Toneladas em 2024

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou a edição de 2024 da Pesquisa de Capacidade Instalada das Indústrias de Óleos Vegetais. Segundo o levantamento, a capacidade total de processamento de oleaginosas neste ano alcançou 72,3 milhões de toneladas, representando um crescimento de 4,5% em relação ao volume registrado em 2023, que foi de 69,2 milhões de toneladas.

Entre os principais indicadores comparativos com o ano anterior, destacam-se:

  • Aumento no número de empresas de processamento, que passou de 63 para 67, um incremento de 6,3%;
  • Crescimento das unidades industriais de 129 para 132, representando um aumento de 2,3%;
  • Elevação no número de plantas ativas, que subiram de 106 para 113, um crescimento de 6,6%;
  • Redução de plantas paradas, que diminuíram de 22 para 19, uma queda de 13,6%;
  • Aumento de 4,5% na capacidade diária total de processamento, que agora é de 219.067 toneladas por dia.

A média de capacidade de processamento das plantas é de 1.597 toneladas por dia, com a mediana em 1.350 toneladas por dia e um desvio padrão de 1.354 toneladas por dia. Adicionalmente, a capacidade de processamento nas plantas ativas em 2024 é de 204.793 toneladas por dia, um aumento de 5,6%, enquanto nas plantas paradas é de 14.274 toneladas por dia, com uma redução de 9,1%.

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Análise Regional

A pesquisa também revela um crescimento na capacidade de processamento na região Centro-Oeste, que passou de 92.790 toneladas por dia em 2023 para 95.964 toneladas por dia em 2024. Esta região é responsável por quase 44% do processamento total de oleaginosas no Brasil. O estado de Mato Grosso se destaca, com uma capacidade de 47.774 toneladas por dia, representando 22% da capacidade nacional.

Os dados sobre refino e envase também foram analisados, mostrando as seguintes variações em relação ao ano anterior:

  • A quantidade de empresas subiu para 33 (+3,1%);
  • O número de unidades industriais caiu de 59 para 57 (-3,4%);
  • O total de plantas ativas reduziu para 47 (-4,1%), enquanto o número de plantas paradas permaneceu em 10;
  • A capacidade de refino em plantas ativas aumentou 5,5%, alcançando 20.912 toneladas por dia;
  • A capacidade de refino em plantas paradas diminuiu 4,7%, chegando a 2.431 toneladas por dia;
  • A capacidade total de refino cresceu para 23.343 toneladas por dia (4,3%);
  • A capacidade total de envase apresentou leve queda, somando 13.673 toneladas por dia (-1,2%).
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A capacidade total de envase em plantas ativas aumentou para 12.773 toneladas por dia (+0,2%), enquanto nas plantas paradas houve uma diminuição de 900 toneladas por dia (-18,2%).

Segundo o levantamento da ABIOVE, os investimentos no setor de óleos vegetais para os próximos 12 meses podem chegar a R$ 5,76 bilhões, com previsão de construção de cinco novas esmagadoras e expansão de cinco unidades, o que pode gerar um aumento total de capacidade estimado em 19.350 toneladas por dia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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