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Canola Mostra Desenvolvimento Promissor no Rio Grande do Sul

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A canola no Rio Grande do Sul está apresentando um desenvolvimento satisfatório, impulsionado pela recorrência de dias ensolarados que têm favorecido a recuperação de áreas anteriormente afetadas por condições adversas. O Informativo Conjuntural, publicado nesta quinta-feira (01/08) pela Emater/RS-Ascar, destaca que as boas condições climáticas também beneficiaram os tratos culturais.

Na região de Santa Rosa, embora alguns campos apresentem falhas na germinação devido a diferentes períodos de semeadura, as áreas plantadas desde o início de junho mostram uma população adequada de plantas, bom vigor e desenvolvimento geral satisfatório. A floração está em expansão e o clima ameno está promovendo a movimentação de insetos polinizadores, o que eleva as expectativas de uma boa produtividade.

No entanto, a escassez de chuvas tem gerado preocupações na Fronteira Oeste. Em São Gabriel, apenas 2% da área plantada de 2,5 mil hectares está em fase de floração, enquanto em Manoel Viana cerca de 10% dos 5 mil hectares cultivados já floresceram. Muitas lavouras ainda estão na fase inicial devido ao atraso no plantio causado pelo excesso de umidade no solo durante junho.

Quanto ao trigo, a predominância de dias ensolarados e temperaturas amenas impulsionou a área semeada, que já alcançou 99% de conclusão. As lavouras estão se desenvolvendo adequadamente, com boas condições sanitárias, embora tenham sido observadas ocorrências esporádicas de manchas foliares e ferrugem da folha. A área cultivada é de 1.312.488 hectares, com uma produtividade estimada em 3.100 kg/ha.

No caso da aveia branca, a radiação solar contínua, embora interrompida por chuvas leves, favoreceu a recuperação das lavouras. No entanto, a cultura ainda precisa de mais tempo para se recuperar completamente. As lavouras em estádios mais avançados, como florescimento e formação de grãos, podem sofrer impactos negativos devido ao número reduzido de espiguetas viáveis. A área cultivada é estimada em 365.590 hectares, com uma produtividade projetada de 2.402 kg/ha.

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A semeadura da cevada foi finalizada e, apesar de condições climáticas adversas no início do desenvolvimento, as lavouras foram beneficiadas pelo clima favorável na segunda quinzena de julho. A área cultivada é de 34.429 hectares, com uma produtividade estimada de 3.245 kg/ha. Em Erechim, predomina a fase de desenvolvimento vegetativo, com cerca de 5% das áreas na fase de emborrachamento e espigamento. Em Frederico Westphalen, o desenvolvimento está abaixo do esperado devido à alta umidade e baixa insolação, enquanto em Soledade o clima tem favorecido a recuperação das plantas.

Pastagens e Criações

As condições climáticas também beneficiaram o crescimento das pastagens de inverno, embora a oferta ainda esteja abaixo do ideal. O excesso de umidade e a falta de radiação solar continuam prejudicando o desenvolvimento do pasto, levando os produtores a recorrer ao uso de feno, pré-secado e silagem.

Na região de Bagé, os efeitos das geadas de julho ainda afetam as áreas de campo nativo, mas as áreas bem manejadas e com maior diversidade de espécies oferecem boas condições de pastejo. Em Caxias do Sul, o tempo seco e a boa luminosidade melhoraram a alimentação dos bovinos, enquanto em Erechim o clima seco favoreceu a implantação de culturas de inverno.

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Bovinocultura de Leite

Os dias secos e ensolarados melhoraram o manejo dos animais, resultando em maior oferta de pastagem e redução no uso de silagem. A produção de leite aumentou devido à maior disponibilidade de forragem de qualidade e ajustes na dieta. Na região de Passo Fundo, as pastagens estão sendo priorizadas para as vacas em lactação. Em Porto Alegre, a produção foi impactada por chuvas frequentes, levando à suplementação com silagem de milho e ração. Em Santa Rosa, a ausência de barro melhorou a sanidade do rebanho.

Ovinocultura

Na região de Bagé, as temperaturas amenas e baixa umidade beneficiaram os rebanhos, com forragem suficiente no campo nativo e nas pastagens cultivadas. Problemas com piolho persistem, mas cascos e verminoses estão controlados. Em Passo Fundo, fêmeas estão parindo e ovinos estão em fase de engorda. Na região de Pelotas, os rebanhos em gestação e parição estão sendo suplementados e abrigados do frio. O mercado da lã está estável. Em Porto Alegre, o rebanho enfrenta ataques de predadores e falhas no controle de verminose, resultando em baixo estado nutricional. Na Santa Maria, os animais têm bom escore corporal e foco no manejo da dieta e controle de verminose durante a parição. Em Soledade, as pastagens afetadas pelas condições climáticas prejudicaram os rebanhos, mas a mortalidade de cordeiros foi baixa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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