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Canal do Panamá rejeita reivindicação dos EUA sobre direitos preferenciais de travessia

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A Autoridade do Canal do Panamá negou, nesta quarta-feira, a alegação do Departamento de Estado dos Estados Unidos de que embarcações do governo norte-americano poderiam atravessar a via sem o pagamento de taxas. A declaração da autoridade panamenha ocorre em meio às crescentes tensões provocadas pelas ameaças do ex-presidente Donald Trump de retomar o controle da travessia.

Em comunicado oficial, a Autoridade do Canal, uma entidade autônoma sob supervisão do governo do Panamá, esclareceu que não houve alterações nas taxas ou nos direitos de passagem. A resposta foi uma rechação direta às declarações emitidas pelos EUA.

Mais cedo, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que o governo panamenho havia concordado em isentar embarcações governamentais dos EUA de tarifas de travessia, o que representaria uma economia anual de milhões de dólares para Washington. No entanto, a administração do canal desmentiu tal acordo e reiterou sua disposição para dialogar com autoridades norte-americanas sobre o trânsito de navios militares.

O Canal do Panamá tornou-se um ponto sensível na política externa dos EUA desde que Trump acusou o governo panamenho de impor taxas excessivas para o uso da via, uma das mais importantes rotas comerciais do mundo.

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“Se os princípios morais e legais desse gesto magnânimo de doação não forem seguidos, exigiremos que o Canal do Panamá nos seja devolvido, na íntegra e sem questionamentos”, declarou Trump no mês passado, em referência ao tratado de transferência do canal, concluído em 1999.

Além disso, o ex-presidente vem repetidamente alegando que o Panamá entregou o controle da via à China, uma acusação negada tanto pelo governo panamenho quanto pelo governo chinês.

Nesta semana, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reuniu-se com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, durante uma visita oficial à América Central. Durante o encontro, Mulino reafirmou sua decisão de retirar o Panamá da Iniciativa do Cinturão e Rota da China e rejeitou as ameaças de Trump sobre uma eventual retomada do controle do canal pelos EUA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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