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Câmara Setorial da Citricultura promove workshop para definir diretrizes do setor

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Após um período de reuniões exclusivamente virtuais, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura retoma os encontros presenciais com o workshop “Caminhos da Citricultura 2025”, que será realizado no dia 27 de fevereiro, às 9h, na sede do Ministério da Agricultura, em Brasília. O evento reunirá representantes de toda a cadeia produtiva para debater temas prioritários e políticas públicas que impactam o setor.

Entre os principais assuntos em pauta, destaca-se a nova legislação de combate ao greening, prevista para o primeiro semestre de 2025, que exigirá ajustes nas normativas estaduais. “Conversei pessoalmente com os secretários de Agricultura dos principais estados produtores, e todos estarão representados”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR e presidente da Câmara Setorial, Ibiapaba Netto. Além disso, o evento abordará atualizações sobre novas moléculas para controle fitossanitário.

No cenário internacional, serão discutidas questões como a ratificação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, bem como as negociações tarifárias entre Brasil, Índia, China e Coreia do Sul. “Teremos um debate de alto nível com autoridades que acompanham essas tratativas diariamente. O setor precisa ampliar sua base de consumidores, e a busca por novos mercados para o suco de laranja brasileiro é essencial”, enfatiza Netto.

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Outro ponto central do encontro será o fortalecimento da relação com a Secretaria de Política Agrícola, órgão ao qual todas as câmaras setoriais são vinculadas. “A laranja é a fruta mais consumida no Brasil. Precisamos compreender quais instrumentos de financiamento estão disponíveis, especialmente no Plano Safra, que prioriza os alimentos que compõem a mesa do consumidor”, explica Netto.

A expectativa é que o workshop reúna um público representativo de toda a cadeia produtiva, incluindo desde produtores até fornecedores de insumos, consolidando a Câmara Setorial como um ator estratégico nas discussões sobre o futuro da citricultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia nutricional no hortifruti reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade dos alimentos, aponta especialista

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O setor de hortifruti enfrenta um desafio crescente para equilibrar produtividade e qualidade, ao mesmo tempo em que busca reduzir perdas ao longo de toda a cadeia, do campo até o consumidor final. Por serem altamente sensíveis a fatores como clima, manejo nutricional, logística e armazenamento, frutas e hortaliças podem ter seu valor comercial comprometido por desequilíbrios ao longo do ciclo produtivo.

Especialistas apontam que parte significativa dessas perdas tem origem ainda na fase de cultivo, o que reforça a importância de um manejo nutricional mais preciso e tecnificado desde o início da produção.

Perdas começam no campo e impactam toda a cadeia produtiva

De acordo com a engenheira agrônoma Fernanda Dantas, especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, muitas perdas atribuídas ao pós-colheita têm origem no campo.

Segundo a especialista, falhas no manejo nutricional comprometem a resistência, a uniformidade e a vida útil dos produtos, afetando diretamente a qualidade final.

“Embora as perdas sejam mais visíveis no transporte, armazenamento e varejo, grande parte delas começa no campo, com desequilíbrios nutricionais que reduzem a qualidade dos frutos e hortaliças”, explica.

Esse cenário impacta diretamente a rentabilidade do produtor, aumenta custos operacionais, reduz a eficiência da cadeia produtiva e contribui para o desperdício de alimentos, além de pressionar os preços ao consumidor.

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Nutrição vegetal avança com tecnologias mais precisas

Nos últimos anos, o setor de nutrição vegetal passou por uma evolução significativa, com o desenvolvimento de soluções mais específicas e eficientes para o manejo de hortifruti.

Entre as principais inovações estão fertilizantes especiais, bioestimulantes, aminoácidos e tecnologias de nutrição foliar de alta eficiência, que contribuem para maior tolerância ao estresse e melhor aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.

Segundo Fernanda Dantas, erros comuns no manejo ainda comprometem o desempenho das lavouras.

“Aplicações desbalanceadas de nutrientes, excesso de nitrogênio, deficiência de cálcio e micronutrientes, além do uso de programas genéricos sem considerar solo, clima e estágio da cultura, estão entre os principais problemas observados no campo”, destaca.

Manejo adequado melhora qualidade e reduz perdas pós-colheita

Um manejo nutricional equilibrado tem impacto direto nos principais atributos valorizados pelo mercado, como coloração, firmeza, uniformidade e desenvolvimento adequado dos frutos.

Nutrientes como cálcio, potássio e micronutrientes desempenham papel fundamental na formação estrutural das plantas e na conservação pós-colheita, aumentando a resistência dos produtos durante transporte e armazenamento.

Como resultado, alimentos com melhor padrão de qualidade apresentam maior aceitação no mercado, melhor valorização comercial, redução de perdas e maior competitividade para o produtor.

Além disso, práticas nutricionais mais eficientes contribuem para a sustentabilidade da produção, com melhor aproveitamento de insumos e redução de perdas por lixiviação, permitindo produzir mais com menor uso de recursos naturais.

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Monitoramento e agricultura de precisão são fundamentais

Para alcançar melhores resultados, especialistas recomendam que o produtor adote um acompanhamento constante da lavoura, com base em análises de solo e foliares, além de observação técnica no campo.

Sinais como desuniformidade, queda de vigor, frutos deformados, baixa produtividade e perda de firmeza podem indicar desequilíbrios nutricionais e necessidade de ajuste imediato no manejo.

“A base técnica é semelhante entre os produtores, mas a estratégia deve ser ajustada conforme estrutura, tecnologia disponível e nível de investimento. Hoje existem soluções acessíveis para diferentes perfis de produção, permitindo ganhos de produtividade e qualidade em todas as escalas”, afirma Fernanda Dantas.

Tecnologia nutricional fortalece competitividade do hortifruti brasileiro

Com o avanço das tecnologias nutricionais e a adoção de práticas mais precisas de manejo, o setor de hortifruti tende a reduzir perdas ao longo da cadeia e elevar o padrão de qualidade exigido pelo mercado.

A tendência é de maior profissionalização da produção, com integração entre tecnologia, monitoramento e sustentabilidade, fortalecendo a competitividade do produtor e contribuindo para um sistema alimentar mais eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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