AGRONEGÓCIO

Câmara aprova urgência para projeto que fortalece o seguro rural e amplia proteção ao produtor

Publicado em

Câmara dos Deputados dá prioridade à proposta que moderniza o seguro rural

A Câmara dos Deputados aprovou o pedido de urgência para a tramitação do Projeto de Lei (PL) 2951/2024, que busca fortalecer o sistema de seguro rural no Brasil. A iniciativa atende à crescente demanda do setor agropecuário por mais estabilidade e previsibilidade diante das perdas causadas por eventos climáticos extremos e das dificuldades no acesso ao crédito e ao financiamento de apólices.

O requerimento de urgência (REQ 212/2026) é de autoria do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O projeto, apresentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA no Senado, é considerado estratégico para o fortalecimento da política agrícola nacional e para a mitigação dos riscos produtivos no campo.

Proposta traz mais segurança e eficiência ao seguro rural

Segundo o deputado Pedro Lupion, o avanço do projeto é essencial diante da recorrência de eventos climáticos severos, que têm comprometido a renda do produtor rural, o equilíbrio das cadeias produtivas e os preços dos alimentos.

Leia Também:  Plantio de soja do Brasil avança para 57,1%, mas não tira atraso, diz Safras

O parlamentar destacou que a proposta enfrenta um dos principais desafios do setor: a instabilidade e insuficiência de recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O texto também busca aprimorar a segurança jurídica, a eficiência fiscal e o modelo de governança do sistema, tornando-o mais robusto e previsível para produtores, seguradoras e instituições financeiras.

Urgência acelera votação e dá previsibilidade antes do plantio das próximas safras

Com a aprovação da urgência, o PL 2951/2024 passa a ter tramitação mais rápida na Câmara, podendo ser votado diretamente no plenário. Para Lupion, a medida é fundamental devido à proximidade das novas safras, que exigem planejamento e estabilidade nas regras para o seguro rural.

O deputado ressaltou que previsibilidade e proteção financeira são pilares essenciais para garantir a segurança econômica do agronegócio brasileiro e incentivar o investimento em novas tecnologias e práticas sustentáveis no campo.

Apoio de parlamentares e atenção aos impactos climáticos no Sul do país

Durante o debate em plenário, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) manifestou apoio à proposta e destacou as dificuldades vividas pelos produtores do Rio Grande do Sul após as enchentes que afetaram o estado. O parlamentar defendeu a urgência na tramitação como uma resposta necessária à gravidade da situação enfrentada no campo e ao aumento da vulnerabilidade climática.

Leia Também:  Banco do Brasil projeta R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural durante o Show Rural Coopavel 2026

Com a urgência aprovada, o projeto segue agora para votação de mérito no plenário da Câmara dos Deputados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

Published

on

Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

Leia Também:  Banco do Brasil projeta R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural durante o Show Rural Coopavel 2026

Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

Leia Também:  Plantio de soja do Brasil avança para 57,1%, mas não tira atraso, diz Safras

Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA