AGRONEGÓCIO

Câmara Aprova Projeto de Lei que Facilita Contratação de Safristas Beneficiários do Bolsa Família

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A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que atende a uma reivindicação feita em 2023 pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). A proposta, que agora segue para tramitação no Senado, prevê a possibilidade de beneficiários do programa Bolsa Família serem contratados na modalidade por safra.

De acordo com o Ibraoliva, muitos safristas recusavam formalizações de emprego para não perderem o benefício do Bolsa Família. Renato Fernandes, presidente do Ibraoliva, celebrou a aprovação do projeto de lei pelos deputados federais. “Enfrentávamos uma grande dificuldade na contratação. A maioria desses trabalhadores não aceitava o registro formal por já estarem recebendo o Bolsa Família, e, ao formalizarem o contrato, perderiam o benefício”, explicou Fernandes.

Em novembro de 2023, o Ibraoliva submeteu essa questão ao governo durante uma reunião com a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional do Rio Grande do Sul. A pauta recebeu apoio do deputado federal gaúcho Afonso Hamm, que levou a discussão ao Congresso Nacional.

Flexibilização do Bolsa Família para Safristas

O texto do projeto de lei destaca que o excesso de renda gerado pelas contratações era um impeditivo para o recebimento do Bolsa Família. Com a aprovação do projeto, esse limite de renda deixará de ser um critério para a exclusão do benefício, permitindo que os trabalhadores sazonais possam ser formalmente contratados sem perder o apoio do programa social.

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No Rio Grande do Sul, onde há mais de 300 produtores de olivas entre pequenos, médios e grandes, cerca de 3 mil famílias se beneficiam com contratações durante a safra. A mudança na legislação é vista como um grande avanço para o setor, facilitando a contratação de safristas e promovendo uma maior segurança econômica para as famílias envolvidas na olivicultura.

A medida é aguardada com expectativa pelos produtores e trabalhadores, que veem nela uma oportunidade de formalização do trabalho sem prejuízo dos benefícios sociais, contribuindo para a sustentabilidade do setor e a melhoria das condições de vida dos safristas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Dia do Leite: Estado lidera a produção nacional e mais de 60 mil produtores

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A cadeia leiteira brasileira ganhou destaque nesta sexta-feira (26.06), com as comemorações do Dia Municipal do Leite em Patos de Minas (cerca de 400 km da Capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, um dos principais polos produtores do país. O evento, promovido pela Federação das Cooperativas de Leite de Minas Gerais (Fecoagro Leite Minas), reuniu produtores, cooperativas, lideranças do setor e autoridades para discutir os desafios da atividade e reforçar a importância econômica e social da produção de leite.

O encontro ocorre em um momento de recuperação da pecuária leiteira. Em 2025, os laticínios brasileiros inspecionados captaram 27,5 bilhões de litros de leite, o maior volume da série histórica do IBGE, resultado 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Foi o terceiro ano consecutivo de crescimento da atividade no país.

Principal bacia leiteira do Brasil, Minas Gerais manteve a liderança nacional, respondendo por cerca de 24% de todo o leite captado pelos laticínios. O estado produziu aproximadamente 9,8 bilhões de litros em 2024 e concentra uma das maiores redes cooperativistas do setor, formada por milhares de propriedades, em sua maioria de pequeno e médio porte.

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Patos de Minas, sede da comemoração, ocupa posição de destaque nesse cenário. O município figura entre os maiores produtores de leite do Brasil e lidera o ranking mineiro, com produção superior a 226 milhões de litros por ano, segundo dados do IBGE.

Durante o evento, representantes da Fecoagro Leite Minas assinaram um compromisso institucional voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva. A entidade reúne atualmente 34 cooperativas e representa mais de 60 mil produtores rurais no estado, reforçando ações de apoio técnico, comercialização e desenvolvimento regional.

Apesar do crescimento da produção, o setor continua enfrentando desafios. Entre eles estão a pressão provocada pelas importações de lácteos, principalmente de países do Mercosul, a volatilidade dos preços pagos ao produtor e o aumento dos custos de produção. Segundo lideranças presentes no encontro, o avanço das compras externas tem reduzido a captação de leite pelas indústrias nacionais e pressionado a rentabilidade das propriedades.

Além da relevância econômica, a atividade leiteira possui forte impacto social. A produção está presente em praticamente todos os municípios brasileiros e responde por uma das maiores fontes de renda para pequenas propriedades rurais, contribuindo para a geração de empregos, a fixação das famílias no campo e o fortalecimento do cooperativismo.

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Para o agronegócio brasileiro, a recuperação da produção registrada no último ano reforça a importância estratégica da cadeia do leite. O desafio, agora, é transformar o aumento da oferta em maior competitividade, equilibrando custos, ampliando mercados e garantindo remuneração adequada ao produtor rural.

Fonte: Pensar Agro

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