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Cafés especiais de pequenos produtores mineiros chegam aos supermercados de Belo Horizonte

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Os cafés especiais vencedores da 21ª edição do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Emater-MG em 2024, já podem ser encontrados nos supermercados de Belo Horizonte. A nova linha, intitulada “Cafés Campeões”, foi lançada nesta segunda-feira (28/4) nas 17 unidades da rede Verdemar, durante um evento realizado na capital mineira.

A iniciativa, que chega ao sétimo ano consecutivo, resulta da parceria entre a Emater-MG e a rede Verdemar e tem como principal objetivo valorizar os cafés de excelência produzidos em Minas Gerais, com destaque para os grãos cultivados por agricultores familiares. Nesta edição, foram selecionados 12 produtores das regiões das Matas de Minas, Cerrado Mineiro, Sul de Minas e Chapada de Minas, cujos cafés obtiveram as maiores pontuações na competição do ano passado.

“Temos uma gama de ações voltadas ao setor cafeeiro que transformaram significativamente a produção em Minas Gerais. Entre essas ações está o Concurso de Qualidade dos Cafés. Atualmente, não somos apenas o maior produtor mundial de café commodity, mas também nos destacamos na produção de cafés especiais, reconhecidos internacionalmente. É uma grande satisfação ver esse reconhecimento refletir na qualidade de vida dos produtores”, destacou o presidente da Emater-MG, Otávio Maia.

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A edição de 2024 do concurso reuniu 1.406 amostras oriundas de 146 municípios mineiros, sendo considerada uma das mais relevantes do país. Os cafés foram avaliados por meio de análises físicas e sensoriais realizadas por Q-Graders — profissionais com certificação internacional —, com base nos critérios estabelecidos pela Specialty Coffee Association (SCA). Apenas as amostras que ultrapassaram 85 pontos avançaram para a fase final.

O destaque da edição foi o agricultor familiar Onofre Alves Lacerda, de 79 anos, natural de Espera Feliz (região das Matas de Minas). Com uma pontuação de 92,7 na categoria Café Natural, Lacerda tornou-se o primeiro bicampeão estadual do concurso — ele também venceu a edição de 2017. O produtor recebeu ainda o Prêmio de Sustentabilidade por alcançar a maior nota entre os participantes do programa de certificação Certifica Minas Café.

“É uma honra imensa participar deste concurso. Jamais imaginávamos alcançar esse nível. Recebemos um grande apoio da Emater, e agora temos também o reconhecimento da rede Verdemar. Hoje, produzo um dos melhores cafés de Minas e do mundo — inclusive já exportamos para outros países”, celebrou o produtor.

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Variedade e identificação nas prateleiras

A linha “Cafés Campeões Verdemar” está disponível em três formatos: torrado e moído para filtro, torrado e moído para expresso e torrado em grãos. As embalagens são personalizadas com a fotografia e o nome do produtor, a nota alcançada no concurso, as características do café e o selo oficial do evento, permitindo ao consumidor conhecer mais de perto a origem do produto que consome.

“Nosso compromisso sempre foi valorizar produtos premium e proporcionar ao nosso público experiências gastronômicas diferenciadas. É uma honra apoiar o cafeicultor mineiro e disponibilizar ao consumidor cafés de altíssima qualidade”, afirmou Alexandre Poni, sócio da rede Verdemar.

O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais é promovido pelo Governo de Minas, por meio da Emater-MG e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Fundação de Apoio à Extensão, Pesquisa, Ensino e Desenvolvimento (Faepe). A edição de 2024 contou com o patrocínio do Sicoob Crediminas, da rede Verdemar e da Oficina do Espresso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acamamento no arroz: como evitar perdas e aumentar a produtividade com manejo correto na lavoura

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O acamamento do arroz, caracterizado pelo tombamento parcial ou total das plantas, segue entre os principais fatores de perda de produtividade na cultura. Além de reduzir o rendimento por área, o problema também afeta a qualidade dos grãos e dificulta a colheita mecanizada, elevando custos operacionais.

De acordo com especialistas, a prevenção depende de um conjunto de práticas de manejo que vão desde a escolha da cultivar até o controle de irrigação, adubação e densidade de plantas ao longo do ciclo produtivo.

Acamamento no arroz ocorre com mais frequência no enchimento de grãos

O problema é mais comum durante a fase de enchimento dos grãos, quando as panículas estão mais pesadas. Nesse estágio, a combinação de fatores agrava o risco de tombamento, como:

  • ventos fortes;
  • chuvas intensas;
  • excesso de nitrogênio;
  • colmos frágeis;
  • solos encharcados.

Quando ocorre, o acamamento provoca perdas diretas de produtividade e aumenta o risco de deterioração dos grãos.

Impactos do acamamento vão além da produtividade

Além da redução no rendimento, o acamamento compromete toda a operação de colheita e pós-colheita. Entre os principais impactos estão:

  • aumento das perdas na colheita mecanizada;
  • maior consumo de combustível das máquinas;
  • elevação da umidade dos grãos colhidos;
  • redução da qualidade industrial;
  • maior incidência de doenças na base das plantas.

Esses fatores tornam o manejo preventivo ainda mais importante para garantir eficiência produtiva.

Escolha da cultivar é ponto de partida para evitar o problema

O planejamento da lavoura é considerado o primeiro passo no controle do acamamento. A escolha de cultivares de porte médio ou baixo, com colmos mais espessos e resistentes, reduz significativamente a suscetibilidade ao tombamento.

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A recomendação técnica também inclui atenção à resposta de cada cultivar à fertilização nitrogenada e à densidade de semeadura, especialmente em áreas de alta fertilidade.

Densidade de semeadura influencia resistência das plantas

A população de plantas é outro fator determinante. Semear acima do recomendado pode aumentar a competição por luz e nutrientes, favorecendo:

  • estiolamento das plantas;
  • colmos mais finos e frágeis;
  • maior risco de acamamento.

O uso de sementes de alto vigor é indicado para garantir estande uniforme, reduzindo a necessidade de adensamento excessivo.

Adubação nitrogenada exige equilíbrio para evitar crescimento excessivo

O manejo do nitrogênio é um dos pontos mais sensíveis no controle do acamamento. O excesso de aplicação, especialmente em cobertura tardia, estimula crescimento vegetativo exagerado, aumentando a altura das plantas e reduzindo sua resistência estrutural.

O equilíbrio entre nutrientes também é essencial, principalmente entre:

  • nitrogênio (N);
  • potássio (K);
  • silício (Si).

Esse balanço contribui diretamente para a firmeza dos colmos e a sustentação da planta.

Manejo da irrigação influencia diretamente a estabilidade da lavoura

No arroz irrigado, o controle da lâmina de água tem papel decisivo na prevenção do acamamento. Níveis excessivos e prolongados podem:

  • estimular alongamento da parte aérea;
  • enfraquecer o sistema radicular;
  • aumentar a vulnerabilidade ao tombamento.
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O ajuste da irrigação conforme o estágio fenológico da cultura ajuda a manter o equilíbrio entre crescimento e sustentação das plantas.

Reguladores de crescimento devem ser usados com critério técnico

O uso de reguladores de crescimento pode ser uma ferramenta complementar no manejo do arroz, contribuindo para plantas mais baixas e colmos mais curtos.

No entanto, o uso deve ser criterioso e sempre baseado em recomendação técnica, já que aplicações fora do momento adequado podem:

  • prejudicar o enchimento dos grãos;
  • reduzir o potencial produtivo;
  • gerar efeitos indesejados na lavoura.
Manejo integrado é essencial para reduzir riscos

O controle do acamamento não depende de uma única prática, mas da combinação de diferentes fatores de manejo. Entre eles:

  • controle eficiente de plantas daninhas, pragas e doenças;
  • conservação da estrutura física do solo;
  • desenvolvimento adequado do sistema radicular;
  • monitoramento constante da lavoura.

O acompanhamento técnico ao longo do ciclo permite ajustes mais precisos e reduz riscos de perdas.

Conclusão

Segundo orientações técnicas, a redução do acamamento no arroz depende de uma estratégia integrada que envolve escolha adequada da cultivar, população equilibrada de plantas, adubação bem planejada, manejo correto da irrigação e monitoramento contínuo da lavoura.

O acompanhamento de um engenheiro agrônomo é fundamental para garantir decisões mais seguras, alinhadas às recomendações técnicas e ao potencial produtivo da cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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