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Cafés do Brasil tem receita bruta estimada em R$ 57,24 bilhões para o ano-cafeeiro 2024

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O faturamento bruto dos Cafés do Brasil estimado para o corrente ano-cafeeiro de 2024 deverá atingir a cifra total de R$ 57,24 bilhões. Tal valor representa um expressivo acréscimo de 17%, na comparação com o ano anterior de 2023, o qual registrou uma receita bruta de R$ 48,89 bilhões. Para tanto, o total previsto para 2024 considera R$ 41,28 bilhões calculados para a espécie de Coffea arabica (café arábica), que equivalem a 72% da cifra total estimada, e, adicionalmente, R$ 15,96 bilhões que foram estimados para a espécie de Coffea canephora (robusta+conilon), receita que corresponderá a 28% do total geral em nível nacional.

Como os Cafés do Brasil são produzidos em dezesseis estados da Federação, com abrangência nas cinco regiões geográficas brasileiras, vale demonstrar um ranking do faturamento bruto dos seis maiores estados produtores de café no País, considerando no caso específico o total das receitas estimadas para as duas espécies de C. arabica e C. canephora (R$ 57,24 bilhões).

Dessa forma, verifica-se que o estado de Minas Gerais, que é o maior produtor de café do nosso País, teve o seu faturamento bruto da cafeicultura estimado, para o ano-cafeeiro de 2024, em R$ 29,12 bilhões, cifra que equivale a 50,8% do total geral. Na segunda colocação, destaca-se o Espírito Santo, cuja receita apurada foi de R$ 13,78 bilhões, montante que representa 24% do mesmo total.

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Dando continuidade, na terceira posição desse ranking figura o estado de São Paulo, com faturamento estimado em R$ 5,38 bilhões (9,4%), o qual vem seguido da Bahia, em quarto, com R$ 4,09 bilhões (7,1%). Na quinta posição, destaca-se Rondônia, com R$ 3,33 bilhões (5,8%), e, na sexta colocação, vem o estado do Paraná, com R$ 707,43 milhões, faturamento que equivale a 1,2% do total estimado em nível nacional. Demais estados produtores completam os 100% do faturamento bruto previsto para os Cafés do Brasil em 2024.

Vale esclarecer que o Valor Bruto da Produção – VBP dos Cafés do Brasil é calculado e divulgado mensalmente no âmbito da Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA. Tal estudo do setor cafeeiro também está disponível na íntegra, assim como todas as demais edições anteriores, no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, rede integrada de pesquisa coordenada pela Embrapa Café.

Referida análise tem como referência dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, e, no caso em tela dos Cafés do Brasil, para fins de cálculos e estimativas, teve como base os preços médios recebidos pelos produtores, de janeiro a março de 2024, do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, e do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, com 86 defeitos.

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Complementando esta análise, vale também destacar o ranking em ordem decrescente do faturamento bruto da produção dos Cafés do Brasil das cinco geográficas brasileiras. Assim, verifica-se que a Região Sudeste se desponta em primeiríssimo lugar com a receita bruta estima em R$ 48,60 bilhões, a qual equivale a 84,9% do total nacional. Na segunda posição, vem a Região Nordeste, cujo VBP foi calculado em R$ 4,11 bilhões, cifra que corresponde a 7,1%. E, na terceira posição, figura a Região Norte, com faturamento de R$ 3,38 bilhões (6%), seguida da Região Sul, na quarta colocação, com R$ 707,43 milhões (1,2%), e, por fim, vem a Região Centro-Oeste que teve seu faturamento bruto calculado em R$ 434,76 milhões, valor que representa menos de 1% do total apurado em nível nacional.

Leia na íntegra o Valor Bruto da Produção – VBP Março 2024

Fonte: Embrapa Café

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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