AGRONEGÓCIO

Café registra forte alta nas bolsas de NY e Londres devido à oferta restrita

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Nesta sexta-feira (12), as cotações futuras do café apresentam significativo aumento nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado mantém a tendência de ganhos observada no dia anterior, com foco na oferta global ajustada do produto e na monitorização das condições logísticas e climáticas no Brasil.

Por volta das 09h36 (horário de Brasília), o café arábica, principal vencimento negociado na Bolsa de Nova York, registra uma valorização de 5,13%, alcançando 228,55 cents/lb. Enquanto isso, em Londres, o principal vencimento do grão apresenta alta de 2,27%, cotado a US$ 3.875 por tonelada.

A preocupação com as condições climáticas no Brasil ganha destaque, especialmente após a divulgação da Somar Meteorologia, que informou na segunda-feira sobre a baixa precipitação na região de Minas Gerais. Apenas 2,5 mm de chuva foram registrados na semana passada, representando apenas 12% da média histórica para o período, conforme destacou a análise do site internacional Barchart.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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