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Café: Queda do dólar e das cotações em Nova York afeta mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de café deve enfrentar um dia de negociações travadas nesta quinta-feira, refletindo a queda de mais de 3% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e a desvalorização do dólar frente ao real. Esse quadro desfavorável faz com que os produtores se mostrem mais cautelosos, esperando por condições melhores para fechar negócios, especialmente no mercado de exportações.

A queda nas cotações de café tanto para o arábica em Nova York quanto para o robusta em Londres trouxe pressão para os preços domésticos. Na terça-feira (30), o mercado brasileiro já havia registrado baixas nos preços do café, e a tendência é que essa retração continue com a instabilidade no mercado internacional.

No sul de Minas Gerais, o café arábica de boa bebida com 15% de catação estava sendo negociado entre R$ 1.230,00 e R$ 1.240,00 por saca, uma queda significativa em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.270,00 a R$ 1.280,00. No cerrado mineiro, o preço do arábica de bebida dura com 15% de catação também caiu, variando entre R$ 1.265,00 e R$ 1.275,00 por saca, em comparação com o valor anterior de R$ 1.280,00 a R$ 1.290,00.

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No Espírito Santo, o café conilon tipo 7 em Vitória estava sendo negociado entre R$ 1.125,00 e R$ 1.135,00 por saca, abaixo do valor anterior, que era de R$ 1.150,00 a R$ 1.160,00. O mesmo aconteceu com o conilon tipo 7/8, que agora varia entre R$ 1.120,00 e R$ 1.130,00, uma queda em relação aos valores anteriores.

Estoques Certificados e Outros Indicadores

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Nova York estavam em 659.758 sacas de 60 quilos em 30 de abril de 2024, uma queda de 1.594 sacas em relação ao dia anterior, segundo dados da ICE Futures. Esse declínio nos estoques é outro fator que pode contribuir para a volatilidade no mercado.

Além disso, a posição de contratos com entrega em julho/24 na Bolsa de Nova York registrou baixa de 3,14%, cotada a 209,20 centavos de dólar por libra-peso. Para o dólar comercial, a queda foi de 0,98%, chegando a R$ 5,1407. Essas oscilações contribuem para a incerteza entre os produtores e podem resultar em um dia de negociações paralisadas.

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Contexto Internacional

As principais bolsas de valores da Ásia fecharam em baixa, com Xangai estável e uma queda de 0,10% no Japão. Na Europa, o cenário foi misto, com Paris caindo 0,69%, enquanto Frankfurt subiu 0,06% e Londres 0,34%. O preço do petróleo, entretanto, mostrou tendência de alta, com o barril do WTI em Nova York valendo US$ 79,80, uma elevação de 1,01%.

O cenário geral indica um dia difícil para o mercado brasileiro de café, com produtores cautelosos diante das quedas nas cotações internacionais e do dólar, esperando por uma melhora para retomar as negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feicorte 2026 coloca Prudente no centro da inovação global da pecuária

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Presidente Prudente (560 km da capital, São Paulo) se prepara para receber uma das principais vitrines da pecuária nacional. Entre os dias 23 e 26 deste mês, a cidade sediará a 22ª edição da Feicorte, evento que deve reunir produtores rurais, pesquisadores, consultores e lideranças do setor para discutir os rumos da produção de carne bovina em um momento de mercado favorável para a atividade.

Com exportações em alta, demanda global crescente por proteína animal e perspectivas positivas para a arroba, a feira aposta em uma programação voltada à busca por maior eficiência dentro das propriedades. O foco será mostrar como genética, nutrição, gestão e tecnologia podem ajudar o pecuarista a aproveitar o atual ciclo de valorização da pecuária.

O tema escolhido para esta edição, “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades”, reflete justamente o momento vivido pelo setor. A avaliação dos organizadores é de que o Brasil reúne condições para ampliar sua participação nos mercados internacionais, mas que o avanço dependerá da capacidade dos produtores de elevar índices produtivos e atender às exigências dos consumidores.

A programação técnica contará com especialistas de diferentes países. Dos Estados Unidos, virá o pesquisador Tad Sonstegard, referência internacional em genética bovina, que apresentará avanços em seleção genômica e novas tecnologias voltadas ao melhor desempenho dos rebanhos. Também dos Estados Unidos, o executivo Luis Burciaga-Robles abordará as perspectivas para o mercado de carne bovina na América do Norte e as oportunidades para os exportadores brasileiros.

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A troca de experiências internacionais será ampliada com a participação do sul-africano Conrad Coetzer, que apresentará modelos produtivos adotados na África do Sul, e do pecuarista paraguaio Eugenio Valente Gomes, que compartilhará estratégias nutricionais utilizadas no Paraguai para ganho de produtividade.

Além das tendências globais, o evento reservará espaço para questões que impactam diretamente o dia a dia das fazendas brasileiras. O aumento do valor do bezerro, os custos de produção, a necessidade de melhorar a taxa de desfrute dos rebanhos e a busca por maior rentabilidade estarão entre os principais temas debatidos durante o Fórum Feicorte.

Especialistas do setor também apresentarão alternativas para recria intensiva, terminação, suplementação alimentar e manejo de precisão. A proposta é levar informações práticas que possam ser aplicadas nas propriedades para aumentar a produtividade sem comprometer a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

A pauta ambiental também estará presente. Técnicas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), eficiência no uso dos recursos naturais e estratégias para produção sustentável devem integrar os debates, acompanhando uma demanda cada vez maior dos mercados consumidores por carne produzida com responsabilidade ambiental.

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Outro destaque da programação será o painel “O DNA Feminino da Carne”, que reunirá profissionais da cadeia pecuária para discutir qualidade da carne, comportamento do consumidor, inovação e o avanço da participação feminina em diferentes segmentos do agronegócio.

A Feicorte também sediará o Simpósio ReprodOeste, promovido pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), com foco em reprodução e precocidade de fêmeas bovinas, tema considerado estratégico para o aumento da eficiência dos rebanhos.

Mais do que uma feira de exposição, os organizadores apostam na edição de 2026 como um ambiente para atualização técnica e geração de negócios. Em um cenário de perspectivas favoráveis para a pecuária brasileira, a expectativa é que os debates ajudem os produtores a identificar oportunidades e a preparar as propriedades para uma fase de maior competitividade dentro e fora do país.

Serviço

Feicorte 2026
Data: 23 a 26 de junho de 2026
Local: Recinto de Exposições Jacob Tosello
Cidade: Presidente Prudente (SP)
Tema: “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades”

Fonte: Pensar Agro

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