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Café: Quais são as expectativas de fluxo comercial do ponto de vista da União Europeia?

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Contrariamente às normas sazonais, esta concentração está aumentando de forma constante, refletindo a dinâmica comercial pós-pandemia.

Notavelmente, o Brasil detém uma participação dominante de 45%, com a Uganda aparecendo como uma alternativa no robusta e o Vietnã enfrentando desafios de abastecimento.

A diminuição das importações da UE desde 2022, impulsionada pelo aumento dos custos de armazenamento e pela legislação sobre desmatamento, estimulou uma maior dependência de estoques locais, sustentando os preços apesar da redução das importações e do aumento da concentração.

Os estoques finais projetados para o ciclo 23/24 são de 9,08 milhões de sacas, um aumento de 25%, com paralelos históricos sugerindo recuperação potencial no ciclo 24/25, desde que não ocorram disrupções significativas no desenvolvimento da safra.

Em análise realizada neste relatório, a hEDGEpoint Global Markets mergulha no perfil das importações da União Europeia, a fim de compreender melhor as mudanças na estrutura do fluxo comercial que ocorreram nos últimos trimestres – e o que esperar para os próximos.

“Em primeiro lugar: concentração de mercado. A participação do café importado dos 5 principais países exportadores (Brasil, Vietnã, Uganda, Peru e Colômbia – no quarto trimestre de 2023) aumentou para 79%, de acordo com os últimos dados trimestrais consolidados do Eurostat (Figura 1). O gráfico mostra que, embora a sazonalidade apareça ao longo do ano, esse movimento tem desaparecido lentamente nas mínimas. Isto significa que, a cada ano que passa desde a pandemia, a diminuição esperada na concentração entre o segundo e o terceiro trimestre manteve, na verdade, níveis mais elevados, portanto, a linha de tendência ascendente”, explica Natália Gandolphi, analista de Café da hEDGEpoint.

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A dependência destes 5 principais exportadores aumentou nos últimos 5 anos, culminando num máximo de curto prazo no quarto trimestre de 2023. Também é importante observar o papel que cada país teve individualmente: A Figura 2 mostra três pontos marcantes: i) o Brasil, embora sempre liderando, obteve uma participação de 45% no último trimestre, a maior da série (devido a uma maior dependência do conilon brasileiro também). ii) Uganda tem se solidificado como uma alternativa no robusta. iii) O Vietnã exportou sua menor participação no 4T/23, refletindo preocupações com o fornecimento.

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De acordo com Natália, “no geral, o bloco tem registado uma diminuição constante nas importações desde 2022 (Figura 3) – um reflexo direto dos custos de armazenamento mais elevados, conforme visto em relatórios anteriores. A queda mais substancial entre o segundo trimestre de 23 e o terceiro trimestre de 23 também esteve ligada à nova legislação em torno do desmatamento nos países de origem”.

E prossegue: “Consequentemente, os países de destino têm dependido mais do fornecimento local, o que levou a uma retirada de estoques, deixando este fato como um dos principais pontos de apoio aos preços, especialmente com a nova estrutura de fluxo comercial – menores importações, maior concentração”.

Atualmente, usando os números do USDA como uma referência para o que o mercado espera atualmente, os estoques finais para o ciclo 23/24 estão sendo estimados em 9,08 milhões de sacas na União Europeia. Isto exigiria um aumento de 25% nos estoques – o que é, de fato, superior à média esperada para o período (+6%, considerando dados dos últimos 10 anos).

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“Ainda assim, é importante notar que os estoques na UE aumentaram 38% entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014, e há semelhanças: os estoques de origem foram 7% mais elevados no ciclo 13/14 quando comparados com 12/13, e ajudaram a sustentar o trade flow durante um ponto de déficit global (uma vez que as origens foram fortemente afetadas pelo El Niño). Portanto, a recuperação para o ciclo 24/25 pode ser um espelho da sua contraparte histórica”, destaca.

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Em resumo

“O relatório analisa as importações da União Europeia, destacando uma concentração crescente entre os 5 principais países exportadores de café, que representam agora 79% das importações. Esta tendência tem aumentado de forma constante, contrariando as expectativas sazonais, indicando uma mudança na dinâmica dos fluxos comerciais pós-pandemia. Notavelmente, o Brasil domina com uma quota de 45%, enquanto a Uganda emerge como uma alternativa robusta e o Vietnã enfrenta preocupações de abastecimento”, diz.

É importante ressaltar que as importações da UE diminuíram desde 2022 devido aos custos de armazenamento mais elevados, levando a uma maior dependência dos abastecimentos locais. Isto apoiou os preços, apesar da redução das importações e da maior concentração.

“Olhando para os próximos trimestres, os estoques finais para o ciclo 23/24 são estimados em 9,08 milhões de sacas, um aumento de 25%, com paralelos traçados com tendências históricas sugerindo uma recuperação potencial no ciclo 24/25, tudo mais constante em termos de desenvolvimento da safra 24/25”, conclui.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

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A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

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A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

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Fonte: Pensar Agro

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