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Café: O que está por trás da flutuação dos preços no mercado global; entenda os motivos

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Enquanto os preços do arábica seguiram uma tendência semelhante, o conilon obteve um apoio mais forte, resultando em um spread mais estreito entre os dois, a R$ 80/sc.

As atenções agora se voltam para os números do conilon brasileiro da safra 24/25, em meio aos contínuos déficits globais de robusta e ao desenvolvimento da safra 24/25 do Vietnã.

Os spreads do arábica em NY e do robusta em LN, N4-U4, embora tenham apresentado tendências semelhantes em geral, mostraram um movimento mais forte para o arábica durante a semana.

O potencial do arábica para preencher a lacuna deixada pela escassez de robusta levanta questões sobre a arbitragem entre NY e LN, que se aproxima da marca de 30 c/lb. Na próxima semana, o mercado acompanhará de perto essa dinâmica, pois os dois principais produtores de café continuam sob análise em relação à oferta 24/25 – sendo o principal indicador dos níveis de arbitragem.

Nesta semana, os preços do café registraram maior volatilidade, com uma evolução rápida, mas relevante, tanto nas bolsas de referência quanto nos preços internos no Brasil. A hEDGEpoint Global Markets aborda, em relatório, os motivos da flutuação no mercado global.

“Em primeiro lugar, é fundamental observar o movimento dos preços do conilon: a variedade rompeu a marca de R$ 1.000,00/sc e, embora o arábica tenha se movimentado em paralelo, o suporte foi mais forte para o conilon. Consequentemente, o spread entre os dois tipos de cafés diminuiu para R$80/sc – um fato que não passa despercebido, pois o spread já se inverteu antes por um breve período no ciclo 16/17, durante a quebra de safra no Brasil. Nesse cenário, os recentes ajustes nos números do conilon brasileiro em 24/25 serão observados mais de perto pelo mercado, com o início da colheita agora em abril e o contexto mais amplo do mercado com o persistente déficit global de robusta”, explica Natália Gandolphi, analista de Café da hEDGEpoint.

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Ainda assim, considerando que o mercado encontra equilíbrio em si mesmo, é certo que, em algum momento, os destinos precisariam explorar o suprimento de arábica para preencher a lacuna deixada pelo robusta.

“A questão que permanece, entretanto, é: qual é o limite? Nesse sentido, precisamos observar a tendência de arbitragem entre o arábica de NY e o robusta de LN. A arbitragem se aproximou da marca de 30 c/lb e começou a se corrigir – esse nível permanecerá relevante daqui para frente. Também é importante observar que a arbitragem entre os contratos de setembro teve mais força quando comparada aos contratos de julho no último trimestre”, destaca a analista.

Individualmente, os spreads também tiveram desenvolvimentos importantes que precisam ser considerados: embora os spreads N4-U4 do arábica e do robusta tenham apresentado tendências semelhantes, especialmente no acumulado do ano, o movimento recente foi mais forte para o arábica. Nesta semana, o spread do robusta N4-U4 foi de 90 USD/mt para 95 USD/mt (+6%), enquanto o spread do arábica aumentou de 0,7 c/lb para 0,85 c/lb (+21%).

“De fato, pode ser cedo para identificar uma mudança sólida na estrutura que tem caracterizado o mercado, especialmente devido à proximidade do desenvolvimento da safra 24/25 do Vietnã durante um El Niño ainda ativo – mostrando a possibilidade de chuvas abaixo da média até a terceira semana de abril. De qualquer forma, o aumento das importações de arábica pelos destinos tradicionais não é desprezível. O movimento mais acentuado foi observado na União Europeia: de 58% na média móvel de três meses encerrada em setembro de 2023 para 70% em janeiro, o último ponto de dados disponível. Considerando a mesma janela, os Estados Unidos registraram um aumento de 80% para 86%, enquanto o Japão atingiu o pico em dezembro (64% em setembro para 71%)”, observa.

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Esta semana registrou maior volatilidade nos preços do café, especialmente no Brasil, onde os preços do conilon ultrapassaram os R$ 1.000/sc. Enquanto os preços do arábica seguiram o mesmo caminho, o conilon recebeu um suporte mais forte, estreitando o spread entre os dois para R$80/sc.

“A atenção do mercado agora se volta para os números do conilon brasileiro para a safra 24/25 em meio a um persistente déficit global de robusta e para o desenvolvimento da safra 24/25 do Vietnã em meio ao clima seco”, pontua.

E conclui: “O potencial da oferta de arábica para compensar a escassez de robusta levanta questões sobre a arbitragem entre o arábica de NY e o robusta de LN, que se aproximou da marca de 30 c/lb, com o arábica respondendo positivamente, por sua vez. Na próxima semana, os dois principais produtores de café estarão no centro das atenções, como indicadores da dinâmica da arbitragem”.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango ganha força no Brasil e preços se mantêm estáveis com avanço das exportações

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O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços ao longo da última semana, tanto no segmento atacadista quanto no mercado de aves vivas. O cenário reflete um processo de recuperação gradual da cadeia produtiva, apoiado pelo bom desempenho das exportações e pela competitividade da proteína avícola diante de outras carnes consumidas no país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor registra sinais positivos, especialmente na região Nordeste, onde os preços avançaram em função da redução da oferta decorrente dos alojamentos de pintinhos realizados no segundo trimestre.

Segundo o especialista, o momento exige atenção dos produtores para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.

“Embora as exportações continuem em ritmo forte, o setor precisa manter disciplina na produção. Um aumento excessivo dos alojamentos pode resultar em excesso de oferta e pressionar os preços futuramente”, avalia.

Carne de frango segue como alternativa mais acessível ao consumidor

A proteína avícola continua sendo uma das opções mais competitivas do mercado brasileiro, especialmente em comparação à carne bovina, que permanece em patamares elevados de preço.

Na avaliação de Iglesias, o atual cenário econômico favorece o consumo de proteínas de menor valor agregado, uma vez que o poder de compra das famílias brasileiras ainda enfrenta limitações.

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Com isso, a carne de frango mantém posição estratégica na alimentação dos consumidores, ampliando sua participação na cesta de proteínas e sustentando a demanda doméstica.

Preços dos cortes permanecem estáveis no atacado

Levantamento da Safras & Mercado aponta que os principais cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo encerraram a semana sem alterações.

Os preços registrados foram:

  • Peito congelado: R$ 8,80/kg;
  • Coxa congelada: R$ 7,00/kg;
  • Asa congelada: R$ 11,00/kg.

No segmento de distribuição, os valores também permaneceram inalterados:

  • Peito: R$ 9,00/kg;
  • Coxa: R$ 7,20/kg;
  • Asa: R$ 11,30/kg.

O mesmo comportamento foi observado nos cortes resfriados.

  • No atacado:
    • Peito resfriado: R$ 8,90/kg;
    • Coxa resfriada: R$ 7,10/kg;
    • Asa resfriada: R$ 11,10/kg.
  • Na distribuição:
    • Peito: R$ 9,10/kg;
    • Coxa: R$ 7,30/kg;
    • Asa: R$ 11,40/kg.
Mercado de aves vivas registra altas expressivas no Nordeste

Nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis.

Os preços registrados foram:

  • São Paulo: R$ 5,20/kg;
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg;
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg;
  • Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,30/kg;
  • Goiás: R$ 5,40/kg;
  • Minas Gerais: R$ 5,40/kg;
  • Distrito Federal: R$ 5,30/kg.

O destaque ficou para o Nordeste, onde a menor disponibilidade de aves impulsionou os preços.

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As principais altas ocorreram em:

  • Ceará: de R$ 6,20 para R$ 6,80/kg;
  • Pernambuco: de R$ 5,50 para R$ 7,00/kg;
  • Pará: de R$ 6,40 para R$ 7,20/kg.
Exportações de carne de frango crescem mais de 35% em receita

O comércio exterior continua sendo um dos principais pilares de sustentação da avicultura brasileira.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 877,66 milhões em maio de 2026, considerando 20 dias úteis.

O volume embarcado alcançou 461,46 mil toneladas no período, enquanto o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.901,90.

Na comparação com maio de 2025, os resultados demonstram forte expansão:

  • Crescimento de 35,2% na receita média diária;
  • Avanço de 27,9% no volume médio diário exportado;
  • Valorização de 5,7% no preço médio por tonelada.

O desempenho reforça a competitividade da carne de frango brasileira no mercado internacional e contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico, sustentando as cotações mesmo diante do aumento da produção em algumas regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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