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Café Inicia a Semana com Expectativa de Negócios Movimentados no Brasil

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O mercado físico brasileiro de café deve começar a semana com negociações intensas. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registra alta de mais de 1%, um fator positivo para os preços domésticos. Enquanto isso, o dólar permanece próximo à estabilidade. Com a valorização em Nova York, os produtores tendem a aproveitar o início da semana para realizar boas negociações.

Na sexta-feira (31), o mercado brasileiro de café apresentou queda nos preços. As fortes desvalorizações do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres pressionaram as cotações no Brasil. Com a sexta-feira espremida entre feriado e final de semana, e diante deste cenário baixista, o mercado nacional teve um dia fraco de negócios.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou entre R$ 1.260,00 e R$ 1.265,00 a saca, contra R$ 1.310,00 a R$ 1.315,00 anteriormente. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.270,00 e R$ 1.275,00 a saca, contra R$ 1.315,00 a R$ 1.320,00 anteriormente.

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O café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço entre R$ 1.100,00 e R$ 1.105,00 a saca, em comparação com R$ 1.140,00 a R$ 1.145,00 de quarta-feira. Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado entre R$ 1.140,00 e R$ 1.150,00 a saca (anteriormente R$ 1.165,00 a R$ 1.170,00) e o tipo 7/8 entre R$ 1.135,00 e R$ 1.145,00 (anteriormente R$ 1.160,00 a R$ 1.170,00).

Relatório da CFTC

A CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgou o relatório de compromissos dos traders, com dados até 28 de maio para o café na ICE Futures US. O levantamento mostrou que grandes fundos e especuladores mantinham uma posição líquida comprada de 63.033 contratos, contra 59.386 na semana anterior. Empresas comerciais, como indústrias, corretoras e comerciantes, apresentavam uma posição líquida vendida de 66.372 contratos. Pequenos especuladores e negociadores locais tinham uma posição líquida comprada de 3.339 contratos. Até a última terça-feira, havia 233.839 contratos abertos no mercado futuro de café arábica da ICE Futures US, com um aumento de 11.039 lotes na semana.

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Movimentações em Nova York

Os contratos com entrega em julho de 2024 registraram alta de 1,52% na Bolsa de Nova York (ICE), cotados a 225,75 centavos de dólar por libra-peso. A posição de julho de 2024 fechou a sexta-feira a 222,35 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 10,65 centavos, ou 4,6%.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registra uma leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,2468. O Dollar Index apresenta uma baixa de 0,08%, marcando 104,59 pontos.

As principais bolsas da Ásia encerraram mistas: Xangai caiu 0,27%, enquanto o Japão subiu 1,13%. Na Europa, as bolsas operam em alta: Paris +0,44%, Frankfurt +0,77%, e Londres +0,23%. O petróleo opera em leve baixa, com o barril do WTI para junho em Nova York cotado a US$ 76,95, uma queda de 0,05%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

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O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

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Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

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Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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