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Café de Mandaguari conquista Denominação de Origem com análise microbiológica inédita

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O café de Mandaguari (PR) é o primeiro do Brasil a receber a Denominação de Origem (DO) baseada em estudo microbiológico, resultado da parceria entre a GoGenetic Agro e a consultoria Viva Soluções, especializada em Indicações Geográficas e Marcas Coletivas.

Segundo Eduardo Balsanelli, diretor da GoGenetic, a pesquisa comprovou cientificamente a singularidade dos cafés da região.

“Foi a primeira vez que usamos análise de microbiota para sustentar um pedido de DO. Identificamos microrganismos exclusivos nos grãos de Mandaguari, diferentes de outras regiões do país.”

Agilidade e expertise técnica aceleram processo

O projeto foi liderado por Ton Lugarini, fundador da Viva Soluções e presidente da Associação Brasileira de IGs. Ele destaca que a parceria com a GoGenetic possibilitou um estudo técnico rápido e acessível:

“Em menos de três meses obtivemos resultados que, com outras instituições, levariam anos. Isso tornou o pedido de DO completo e viável economicamente.”

A análise microbiológica serviu de base técnica para o pedido junto ao INPI, processo que levou cerca de um ano e meio até o reconhecimento oficial, mas cuja parte laboratorial foi concluída em apenas 40 dias.

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Indicações Geográficas: tendência global e valorização do produto

O uso de Indicações Geográficas (IGs) cresce mundialmente. Dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) indicam mais de 10 mil registros globalmente, com destaque para produtos europeus como Champagne (França) e Parmigiano Reggiano (Itália).

Estudos da Comissão Europeia mostram que produtos com IG têm, em média, 2,23 vezes mais valor do que produtos genéricos. No Brasil, segundo o INPI, existem 139 IGs, sendo 31 Denominações de Origem. O Sebrae reforça que o selo de origem oferece valorização, acesso a exportação e destaque junto a consumidores que buscam autenticidade e rastreabilidade.

Exemplos inspiradores de sucesso territorial

Projetos como o Queijo Canastra (MG), reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial pela Unesco, e a Denominação de Origem Vinho do Vale dos Vinhedos (RS), que triplicou sua produção após o selo, mostram o potencial das IGs.

Ton Lugarini destaca a importância da narrativa territorial:

“Quando se une ciência, tradição e identidade, o consumidor compra mais que um produto — ele adquire uma experiência. O café de Mandaguari carrega essa força.”

Benefícios para produtores e fortalecimento do agro brasileiro

Com a DO, produtores locais poderão investir em marketing territorial, turismo rural e branding, criando novo ciclo de valor para a região. Segundo Balsanelli:

“Além do sabor adocicado e notas florais, o diferencial do café de Mandaguari é a história de resiliência dos produtores. É essa narrativa que deve sustentar o posicionamento do produto.”

Ele acrescenta que o impacto vai além do reconhecimento oficial:

“A Denominação de Origem é o início de um movimento que une qualidade, identidade e propósito. O Brasil tem enorme potencial para transformar produtos locais em símbolos de excelência global.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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