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Café de Mandaguari conquista 20ª Indicação Geográfica do Paraná na modalidade Denominação de Origem

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Café de Mandaguari recebe Indicação Geográfica

Produtores de café do noroeste do Paraná celebram a conquista do registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO), concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) nesta terça-feira (1°). A certificação valoriza o produto, destacando sua identidade regional e elevando sua competitividade no mercado.

O que é a Indicação Geográfica e por que foi concedida

A IG reconhece produtos ligados a características específicas do local de origem, conferindo reputação, valor intrínseco e distinção. No caso do café de Mandaguari, o INPI ressaltou a combinação dos fatores naturais — como relevo, altitude, clima e solo fértil — e humanos, incluindo tradição, sucessão familiar, técnicas específicas de cultivo, colheita seletiva e processamento cuidadoso. Esse conjunto proporciona ao café qualidades sensoriais únicas e diretamente ligadas à região.

Abrangência e produção dos municípios beneficiados

Seis municípios do Noroeste paranaense integram a área contemplada pela IG: Mandaguari, Marialva, Jandaia do Sul, Apucarana, Cambira e Arapongas. Cerca de 200 propriedades agrícolas poderão utilizar o selo, seguindo o Caderno de Especificações Técnicas para garantir a padronização e qualidade.

A região possui aproximadamente 3.100 hectares plantados com café, produzindo em média 5.400 toneladas ao ano, movimentando cerca de R$ 99,75 milhões. Entre as variedades cultivadas destacam-se Icatu Vermelho, Catuaí Vermelho, Mundo Novo, IPR 106 e IPR 107.

Impacto para os produtores e setor local

A Associação dos Produtores de Café de Mandaguari (Cafeman) projeta aumento no valor das sacas, além de abrir portas para exportação. Fernando Rosseto, produtor e presidente da Cafeman, destacou:

“Estamos muito felizes com essa conquista, que marca um novo tempo para os produtores da região. Esperamos incentivar outros agricultores familiares a aprimorar técnicas para se adequarem à IG e aumentar a rentabilidade — a saca pode chegar a valer quase o dobro do preço atual.”

Caminho até a conquista

O processo para obtenção da IG teve início em fevereiro de 2022, com apoio do Sebrae/PR, que realizou sensibilização, organização e capacitação dos produtores. Diversos eventos e encontros foram promovidos para fortalecer o grupo e elevar a qualidade do café.

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Luiz Carlos da Silva, consultor do Sebrae/PR, ressaltou a importância da vitória:

“Esse é um esforço coletivo que traz visibilidade, notoriedade e valor agregado, fortalecendo pequenos negócios e o desenvolvimento econômico regional.”

Parceiros envolvidos

O sucesso da certificação contou com a participação de instituições como:

  • Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná/Iapar/Emater)
  • Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab)
  • Prefeitura de Mandaguari (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Turismo)
  • Cooperativa Agropecuária e Industrial Cocari
  • Sistema Faep (Federação da Agricultura do Paraná)
  • Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural)
Significado da certificação para a região

Para Walter Feichtinger, técnico do IDR-Paraná, a IG vai além de um selo:

“É um instrumento que valoriza produtos ligados a uma região, promovendo desenvolvimento econômico e social, protegendo tradições e atraindo consumidores que buscam qualidade e autenticidade.”

A prefeita de Mandaguari, Ivonéia Furtado, também celebrou o reconhecimento:

“É motivo de orgulho ter o primeiro pedido de Denominação de Origem para cafés especiais no Paraná, demonstrando a força da nossa cidade, dos agricultores e da comunidade.”

Diferenciais do café de Mandaguari

A região possui solo roxo, resultante da decomposição de rochas basálticas ricas em nutrientes como ferro, e clima marcado pelo Trópico de Capricórnio, com noites frias e dias quentes, ideal para a cultura do café. A produção é predominantemente familiar.

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Outro diferencial está nas bactérias presentes nas lavouras, que não consomem o açúcar dos grãos, preservando o dulçor natural do café, sem alterar suas características sensoriais.

O café se destaca por sua densidade, sabor frutado, notas de chocolate e caramelo, e acidez equilibrada.

Paraná alcança 20 Indicações Geográficas

Com o café de Mandaguari, o Paraná chega a 20 Indicações Geográficas, sendo a sexta concedida em 2025. Outras IGs do estado incluem:

  • Carne de onça de Curitiba
  • Urucum de Paranacity
  • Cracóvia de Prudentópolis
  • Mel de Ortigueira
  • Queijos coloniais de Witmarsum
  • Cachaça e aguardente de Morretes
  • Melado de Capanema
  • Cafés especiais do Norte Pioneiro, entre outros.

Além disso, o Paraná conta com 10 produtos com IG depositada, em análise no INPI, como cervejas artesanais, mel, pães, tortas, ponkan, ovinos e caprinos, ginseng, café da serra de Apucarana e ostras.

A conquista reforça o potencial do estado na valorização de produtos regionais e no fortalecimento da economia local por meio da proteção e reconhecimento da qualidade e identidade dos seus produtos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MRS Logística e DP World ampliam solução multimodal e conectam agronegócio do Centro-Oeste ao Porto de Santos

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Logística multimodal ganha força no escoamento do agronegócio brasileiro

A logística ferroviária para transporte de cargas conteinerizadas vem ampliando sua participação no escoamento da produção agrícola no Brasil. A MRS Logística identificou, nos últimos meses, aumento da demanda de produtores do Centro-Oeste por soluções integradas voltadas à exportação via portos.

Nesse cenário, ganha destaque uma parceria estratégica com a DP World, empresa global de soluções logísticas e supply chain, voltada ao transporte de commodities como algodão, feijão, gergelim e açúcar.

Parceria busca reduzir gargalos no Porto de Santos

O principal objetivo da iniciativa é enfrentar os desafios logísticos relacionados ao Porto de Santos, o maior do país. O terminal enfrenta congestionamentos frequentes, o que impacta prazos de embarque e eleva custos para exportadores.

A solução multimodal busca justamente mitigar esses gargalos, integrando diferentes modais e ampliando a eficiência do fluxo logístico.

Integração entre rodovia, ferrovia e porto

O modelo operacional funciona em etapas integradas:

  • Transporte rodoviário das fazendas do Centro-Oeste até terminais parceiros
  • Conteinerização das cargas em unidades localizadas em Suzano, Jundiaí e Paulínia
  • Transporte ferroviário até o Porto de Santos
  • Embarque para exportação internacional
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Esse fluxo garante maior previsibilidade e redução de interferências no processo logístico.

Solução amplia competitividade e reduz custos

Segundo a MRS Logística, a estrutura integrada proporciona ganhos importantes para o agronegócio, incluindo:

  • Redução de custos logísticos
  • Maior escala operacional (até 84 TEUs por viagem)
  • Melhor aproveitamento de infraestrutura portuária
  • Possibilidade de armazenamento nos terminais parceiros
  • Garantia de recebimento no porto

A combinação entre ferrovia e infraestrutura portuária busca aumentar a competitividade das exportações brasileiras no mercado global.

Sustentabilidade e eficiência ganham destaque

Além dos ganhos econômicos, a solução também contribui para a redução da pegada ambiental do transporte de cargas, ao ampliar o uso do modal ferroviário, considerado mais eficiente em termos de emissões por tonelada transportada.

MRS destaca integração como solução do campo ao porto

O gerente comercial da MRS Logística, Marco Dornelas, destaca que a integração entre os modais é um diferencial estratégico para o agronegócio brasileiro.

“Nossa expertise ferroviária, combinada com a infraestrutura portuária de ponta da DP World, permite que os produtores brasileiros alcancem mercados globais de forma mais rápida, econômica e ambientalmente responsável”, afirma.

Solução reforça papel da ferrovia no agronegócio

De acordo com Dornelas, o modelo oferece uma solução completa de transporte, desde a origem no campo até o embarque no navio.

“A solução reforça o papel estratégico da ferrovia no desenvolvimento do agronegócio nacional e atende à necessidade urgente de escoamento de commodities aos portos”, complementa.

Tendência é expansão de soluções integradas no Brasil

A crescente demanda por eficiência logística no agronegócio deve impulsionar novas iniciativas de integração entre modais no país. A combinação entre rodovias, ferrovias e portos tende a se consolidar como alternativa para reduzir gargalos estruturais e ampliar a competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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