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Café: Conab atualiza safra 2024 no Brasil; confira análise da hEDGEpoint

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Mesmo com avanços desde 2022, a produtividade ainda fica 10% abaixo das expectativas para os anos de bienalidade positiva, direcionando o foco para o ciclo 26/27 em busca de um possível recorde. Essa adaptação está alinhada a um aumento de 3% ao ano nas áreas produtivas de café. Na categoria de conilon, uma estimativa de 17,3 milhões de sacas sinaliza um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Variações nas chuvas, influenciadas pelo El Niño, afetaram a frutificação, mas uma leve expansão na área cultivada e desenvolvimento geral positivo da safra contrabalançam os desafios, com casos isolados de pragas sendo a única – embora menor – preocupação.

A Conab divulgou recentemente sua avaliação inicial da safra de café de 2024 (ciclo 24/25), revelando números significativos para as variedades de arábica e conilon.

“A produção de arábica apresentou uma tendência positiva, atingindo 40,75 milhões de sacas, marcando um aumento de 4,74% e 1,84 milhão de sacas em relação ao ano anterior. No entanto, ao considerar os anos de bienalidade positiva para a produção de arábica, o volume fica 6% abaixo da tendência esperada para 2024, com base na série histórica da Conab (43,36 milhões de sacas). Apesar disso, representa uma melhoria em relação à queda de 23% abaixo da tendência observada em 2022. Os rendimentos para o arábica também registraram um aumento de 2%, atingindo 26,7 sacas/ha. No entanto, esse número fica 10% abaixo da tendência para os anos de bienalidade positiva, sinalizando uma diferença entre os resultados reais e as expectativas”, observa Natália Gandolphi, analista de Café da companhia.

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Além disso, apenas ultrapassa ligeiramente a média esperada para um ano de bienalidade positiva com base em dados desde 2010 (26,3 sacas/ha) e fica 17% abaixo do recorde histórico relatado em 2020 pela Conab (32,2 sacas/ha).

Segundo a analista, “isso sugere que, embora o desempenho seja melhor do que em 2023, ainda não atingiu totalmente o potencial esperado para um ano que seria de safra cheia. Consequentemente, a atenção está se voltando para o ciclo 26/27 para alcançar uma safra comparável em rendimento e tamanho ao recorde estabelecido em 2020”.

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Essa adaptação é uma consequência da tendência nas áreas em produção, que registraram um aumento de 3% em relação ao ano anterior, atingindo 1.526 mil hectares, apesar dos desafios contínuos das condições climáticas irregulares.

Quanto ao conilon, apesar de sua percepção controversa no mercado, a Conab estima uma safra de 17,3 milhões de sacas em 2024, um aumento de 7% em relação a 2023. O relatório destaca a exposição da safra a variações nas chuvas influenciadas pelo El Niño, com níveis de precipitação benéficos entre maio e agosto de 2023 auxiliando na recuperação pós-colheita.

“No entanto, a escassez de chuvas a partir de setembro resultou em estresse hídrico, afetando a frutificação. Embora este ciclo não tenha sofrido perdas devido a ventos fortes, as altas temperaturas causaram danos às folhas e raízes, impactando o potencial fotossintético. Apesar desses desafios, a perspectiva inicial sugere um leve aumento na área cultivada e, de maneira geral, as lavouras estão se desenvolvendo bem, com exceção de casos isolados de cancro”, conclui Natália.

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A avaliação da safra de café de 2024 pela Conab destaca tendências positivas: a produção de arábica aumentou 4,74% em relação ao ano anterior, totalizando 40,75 milhões de sacas, com um aumento de 2% na produtividade. No entanto, fica 6% abaixo da tendência esperada para 2024. Apesar da melhoria desde 2022, a produtividade permanece 10% abaixo das expectativas para os anos de bienalidade positiva, direcionando a atenção para o ciclo 26/27 em busca de um recorde.

Essa adaptação é atribuída a um aumento de 3% ao ano nas áreas produtivas de café. Para o conilon, estimado em 17,3 milhões de sacas com um aumento de 7% em relação ao ano anterior, a safra enfrentou variações nas chuvas devido ao El Niño, impactando a frutificação. Apesar de desafios como danos causados por altas temperaturas, há um leve aumento na área cultivada, com desenvolvimento geral positivo da safra, exceto por casos isolados de pragas.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño forte pode atrasar soja e encurtar janela do milho

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A previsão de um El Niño forte coloca os produtores diante de uma decisão importante para a safra 2026/27: quando iniciar o plantio da soja. No Centro-Oeste, o calor e a possibilidade de chuvas irregulares aumentam o risco de semear depois de precipitações isoladas e ter de replantar. Se a soja atrasar, também ficará menor a janela considerada mais segura para o milho segunda safra.

O fenômeno já está presente no Oceano Pacífico e deve se intensificar nos próximos meses. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos calcula em 97% a probabilidade de permanência do El Niño até o início de 2027. A Organização Meteorológica Mundial prevê que o episódio alcance forte intensidade entre a primavera e o verão.

Para o produtor de Goiás, Mato Grosso e outras áreas do Centro-Oeste, a principal ameaça não é necessariamente uma redução generalizada do volume de chuva. O problema pode estar na distribuição das precipitações e nas temperaturas acima da média.

As primeiras chuvas da primavera podem não representar o estabelecimento definitivo do período úmido. Se o produtor plantar após uma precipitação isolada e o solo voltar a secar, a emergência da soja poderá ser prejudicada, com falhas na lavoura e necessidade de replantio.

O atraso na semeadura também produz efeito sobre a cultura seguinte. Quanto mais tarde a soja for colhida, menor será o tempo disponível para implantar o milho segunda safra dentro da janela de menor risco climático. Parte das lavouras poderá avançar sobre meses em que a disponibilidade de chuva normalmente diminui.

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Essa combinação pode elevar gastos com sementes, defensivos, combustível e operações com máquinas. Também dificulta a contratação de serviços, a organização das equipes e o cumprimento dos contratos de entrega dos grãos.

No Sul, o risco é diferente. O El Niño costuma aumentar a frequência e o volume das chuvas, deixando menos dias disponíveis para o trabalho no campo. O excesso de umidade pode atrasar a semeadura da soja e do milho, dificultar a colheita das culturas de inverno e impedir a entrada de máquinas nas lavouras.

Chuvas frequentes também favorecem doenças fúngicas e podem aumentar o número de aplicações de defensivos. Tempestades, granizo e ventos fortes ampliam a possibilidade de danos às plantas, erosão e perdas de nutrientes aplicados ao solo.

No Matopiba, região formada por áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o ponto de atenção será o início e a regularidade das chuvas. O El Niño costuma reduzir as precipitações na faixa norte do país, o que pode atrasar o plantio e limitar a umidade disponível durante o desenvolvimento inicial das lavouras.

No Sudeste, o calor e a irregularidade das chuvas podem afetar principalmente culturas perenes. No café, temperaturas elevadas e falta de água depois da abertura das flores aumentam o risco de abortamento e redução da formação dos frutos. Na cana-de-açúcar, períodos secos prolongados dificultam o desenvolvimento das áreas recém-plantadas e a recuperação dos canaviais colhidos.

A pecuária também entra na conta. Temperaturas mais altas aceleram a perda de umidade do solo, reduzem a qualidade das pastagens e elevam a necessidade de suplementação do rebanho. O consumo de água aumenta e animais sem sombra ou com acesso insuficiente a bebedouros ficam mais sujeitos ao estresse térmico e à perda de desempenho.

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O calor, a baixa umidade e o acúmulo de vegetação seca ainda elevam o risco de incêndios. A manutenção de aceiros, a revisão das máquinas, a proteção das reservas de água e a preparação das equipes precisam ocorrer antes do período mais crítico.

A confirmação de um El Niño forte não significa que todas as propriedades enfrentarão perdas. O fenômeno aumenta a probabilidade de determinados eventos, mas a quantidade e a distribuição das chuvas variam conforme a região e a atuação de outros sistemas atmosféricos.

Para o produtor, a recomendação é evitar decisões baseadas apenas nas primeiras precipitações. A umidade no perfil do solo, as previsões de curto prazo e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático devem orientar a semeadura. Escalonar o plantio também pode reduzir a exposição de toda a área a um mesmo período de estiagem ou excesso de chuva.

O planejamento da safra terá de considerar riscos opostos: no Centro-Oeste, chuva irregular e calor podem atrasar a soja e empurrar o milho para fora da melhor janela; no Sul, o excesso de precipitação pode impedir operações e elevar a pressão de doenças. Em ambos os casos, errar o momento do plantio poderá custar mais caro na safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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