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Café Brasileiro Fecha Semana com Alta nos Preços

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O mercado físico de café no Brasil caminha para encerrar a semana em alta, refletindo a valorização dos contratos futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e a elevação do dólar frente ao real, fatores que favorecem especialmente as negociações voltadas à exportação.

Na última quinta-feira (28), as operações no mercado doméstico ocorreram de forma moderada devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, que paralisou as atividades na bolsa nova-iorquina. Apesar disso, alguns produtores aproveitaram o cenário favorável para comercializar seus estoques, impulsionados pelos preços elevados em função da alta cambial. No entanto, ao final do dia, as cotações recuaram aos níveis registrados anteriormente.

Cotações regionais

Em diferentes regiões produtoras, os preços do café apresentaram alta:

  • Sul de Minas Gerais: O arábica bebida boa com 15% de catação foi cotado entre R$ 2.100,00 e R$ 2.115,00 por saca, contra R$ 2.010,00 a R$ 2.030,00 no início da semana.
  • Cerrado Mineiro: O arábica bebida dura com 15% de catação subiu para R$ 2.120,00 a R$ 2.125,00, comparado a R$ 2.010,00 a R$ 2.020,00 anteriormente.
  • Zona da Mata (MG): O arábica tipo “rio” 7, com 20% de catação, ficou entre R$ 1.740,00 e R$ 1.745,00 por saca, acima dos R$ 1.660,00 a R$ 1.670,00 anteriores.
  • Espírito Santo: O conilon tipo 7 foi comercializado entre R$ 1.755,00 e R$ 1.760,00 por saca, enquanto o tipo 7/8 ficou entre R$ 1.750,00 e R$ 1.755,00, também em alta frente aos valores anteriores.
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Safra de 2025 no Cerrado Mineiro é ameaçada

As lavouras de café do Cerrado Mineiro enfrentam perdas significativas no potencial produtivo para a safra de 2025, devido às condições climáticas severas de 2024, marcadas por uma estiagem prolongada e temperaturas elevadas.

Segundo Francisco Sérgio de Assis, presidente da Fundação de Desenvolvimento do Cerrado Mineiro (Fundaccer), o déficit hídrico afetou tanto as áreas irrigadas quanto as de sequeiro, que representam 50% cada nos 130 mil hectares da região. Em Monte Carmelo, foram 190 dias sem chuvas em 2024, o que comprometeu a floração e a formação dos grãos.

Para 2023, a produção na região foi de 8 milhões de sacas, mas caiu para 5,5 milhões em 2024, com grãos de menor tamanho e qualidade. A expectativa para 2025 é de perdas superiores a 50% em áreas de sequeiro e de ao menos 30% nas irrigadas.

Nova York e mercado financeiro

Os contratos futuros de café para março de 2025 registraram alta de 0,80% na Bolsa de Nova York, cotados a 325,65 centavos de dólar por libra-peso.

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O dólar comercial também apresentou valorização, com alta de 0,56%, alcançando R$ 6,0242. O Dollar Index, que mede a força do dólar frente a outras moedas, recuou 0,10%, ficando em 105,94 pontos.

No cenário internacional, as bolsas da Europa operam em alta: Paris (+0,21%), Frankfurt (+0,46%) e Londres (+0,04%). Já na Ásia, os resultados foram mistos, com Xangai subindo 0,93% e o Japão recuando 0,37%.

O preço do petróleo, por sua vez, registra queda. O barril de WTI para janeiro é cotado a US$ 68,59, com recuo de 0,20%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expectativa de fim das tensões no Oriente Médio derruba preço da ureia

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A queda das cotações internacionais da ureia abre uma janela de alívio para os custos de fertilizantes no agronegócio brasileiro, em um momento de intensificação das compras para a próxima safra. Segundo analistas, os preços acumulam recuo superior a 40% em oito semanas e já retornam a patamares observados antes da recente escalada de tensões no Oriente Médio.

O movimento tem impacto direto sobre o planejamento de compras de importadores e cooperativas no Brasil, que dependem fortemente do mercado externo para o abastecimento de fertilizantes nitrogenados. A recomposição de estoques para a safra de verão tende a ganhar ritmo no segundo semestre, período em que o setor costuma aumentar a demanda por insumos.

A correção nos preços ocorre após a redução das incertezas sobre a oferta global, que haviam sido ampliadas pelo risco de interrupção de rotas estratégicas de transporte marítimo no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, responsável por parte relevante do fluxo de petróleo e fertilizantes no comércio internacional, voltou ao centro das atenções do mercado diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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Com a percepção de menor risco logístico, agentes do mercado passaram a reduzir prêmios embutidos nas cotações internacionais. Para analistas, o ajuste reflete mais a reprecificação de risco do que uma mudança estrutural na oferta global de fertilizantes.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Washington e Teerã. Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que há uma proposta de extensão de um cessar-fogo por 60 dias e abertura parcial da rota marítima, mas pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, seguem em aberto.

Especialistas do setor marítimo avaliam que, mesmo em caso de avanço diplomático, a normalização completa do fluxo de navios no Estreito de Ormuz não será imediata. A reorganização das rotas e a retomada da confiança operacional podem levar semanas.

No Brasil, o recuo das cotações ocorre em um momento considerado estratégico para o agronegócio, que concentra a maior parte das compras de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre. Com preços mais baixos, o setor tende a encontrar condições mais favoráveis para negociação e recomposição de estoques, o que pode ajudar a aliviar parte dos custos de produção da próxima safra.

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Fonte: Pensar Agro

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